Mercado

POPEMA, um contributo à literacia financeira

17/09/2015 - 12:53, Editorial

Desde o passado mês de Julho do ano em curso, a Comissão do Mercado de Capitais (CMC) está a implementar o Programa Operacional de Preparação das Empresas para o Mercado Accionista (POPEMA), através de uma série de roadshows. A CMC tem como principal objectivo preparar as empresas nacionais para que se habilitem efectivamente ao futuro […]

Desde o passado mês de Julho do ano em curso, a Comissão do Mercado de Capitais (CMC) está a implementar o Programa Operacional de Preparação das Empresas para o Mercado Accionista (POPEMA), através de uma série de roadshows.

A CMC tem como principal objectivo preparar as empresas nacionais para que se habilitem efectivamente ao futuro mercado de acções. Embora apontado para começar com as grandes empresas do País num prazo expectável de dois anos, o principal calcanhar de Aquiles continuará sendo aquelas que são o maior impulsionador do desenvolvimento sustentável de um país, as pequenas e médias empresas (PME).

Não há dúvidas de que uma linha de apoio mais ostensivo do ponto de vista da literacia financeira que inclua este grupo de modo a prepará-lo para estar alinhado com as regras da CMC é crucial para aumentar o número de empresas elegíveis nesse mercado não muito distante desse prazo.

Não basta atribuir a responsabilidade às futuras sociedades financeiras de corretagem e sociedades corretoras de ajudar a organizar as PME do ponto de vista da contabilidade. Se quer acreditar que os roadshows se destinam às PME, para bem da credibilidade do sistema financeiro, claro incluindo as grandes empresas.

O POPEMA pode ser mais alargado a essas sociedades, podendo de facto contribuir para, entre outros quesitos, a implantação de um programa de saneamento financeiro, a qualidade do relato financeiro e a implementação de boas práticas de governação corporativa, de forma a facilitar a inclusão das mesmas neste segmento do mercado de capitais.

Contudo, a ideia de colocar o País em linha com os principais mercados financeiros mundiais, face ao actual momento da economia nacional, a carecer de diversas fontes de financiamento, requer alguma cautela. Afinal de contas o tema mercado de capitais é novo para os angolanos de uma maneira geral.

A sofisticação e complexidade inerentes forçam a uma evolução de todas as empresas e a todos  os níveis. Por esses e outros motivos, bem haja a CMC, pela implementação do POPEMA, mas deve ser mais alargado e intensificado. Desta forma, a bolsa de acções poderá arrancar com um patamar de maior abrangência e com maior potencial para funcionar bem.

Prova disso é o pleno funcionamento da BODIVA, que está a transaccionar títulos de dívida pública, em que cinco bancos estão neste momento a intermediar a capitalização de empresas privada

Por Aylton Melo

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