Mercado

Angola deverá deixar de ter limite para o endividamento público

15/11/2016 - 11:24, featured, Finanças

A versão preliminar do OGE de 2017 estima que a dívida pública caia de 61,9% em 2016 para 52,7% em 2017, abaixo das previsões do FMI que colocam em níveis superiores a 70% do PIB para os dois anos.

O Estado angolano, com base na proposta de lei de alteração à Lei do Regime Jurídico de Emissão e Gestão da Dívida Directa e Indirecta, que vai à votação na Assembleia Nacional a 18 de Novembro, pretende retirar o tecto de 60% do PIB para o endividamento público.

A versão preliminar do OGE de 2017 estima que a dívida pública caia de 61,9% em 2016 para 52,7% em 2017, abaixo das previsões do FMI que colocam em níveis superiores a 70% do PIB para os dois anos.

Angola mantém-se como um dos países de Língua oficial portuguesa em África com o menor rácio endividamento público/PIB em 2016, inferior aos 119% de Cabo verde, 91% de São Tomé e Príncipe ou 113% de Moçambique.

Entretanto, salientasse que níveis muito altos de endividamento público tendem a funcionar como um travão futuro aos estímulos à economia devido ao peso dos juros e por impor limitações às políticas fiscais expansionistas nos períodos seguintes.

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