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Angola entre os países africanos com maior problema de liquidez, segundo Moody’s

11/01/2017 - 12:24, featured, Finanças

“O impacto negativo na liquidez resultante do choque dos preços do petróleo e das matérias-primas vai estar principalmente concentrado no Gabão, Moçambique, República Democrática do Congo e Zâmbia, mas também será evidente em Angola e, em menor extensão, na Nigéria”, explica a agência no documento.

Angola está entre os países africanos que vão enfrentar os maiores problemas de liquidez este ano, afirma a agência de notação financeira Moody’s. Moçambique também faz parte da lista.

O relatório sobre os ‘ratings’ dos países da África subsariana com o título ‘Perspectiva Negativa num contexto de stress de liquidez, baixo crescimento e risco político”, pormenoriza que “no final do ano passado, a Moody’s tinha revisto em baixa um terço dos 19 países analisados na região, em média em dois níveis, o que compara com as 29 descidas nos ratings a nível global, representando 22 por cento dos 134 países analisados” pela agência de notação financeira.

“O impacto negativo na liquidez resultante do choque dos preços do petróleo e das matérias-primas vai estar principalmente concentrado no Gabão, Moçambique, República Democrática do Congo e Zâmbia, mas também será evidente em Angola e, em menor extensão, na Nigéria”, explica a agência no documento.

Cinco dos sete países que viram o ‘rating’ descer, entre os quais estão Angola (B1 com Perspectiva de Evolução Negativa) e Moçambique (Caa3 com Perspectiva de Evolução Negativa), “têm uma Perspectiva de Evolução Negativa, sublinhando a visão da Moody’s de que as pressões que levaram à descida do ‘rating’ vão persistir em 2017”, escrevem os analistas.

A Perspectiva de Evolução Negativa é uma análise que a Moody’s faz sobre os próximos 12 a 18 meses, e antecipa geralmente uma revisão em baixa do ‘rating’.
“As economias da África subsariana vão continuar a enfrentar dificuldades de liquidez induzidas pelas matérias-primas em 2017, com défices orçamentais recorrentes em condições financeiras desafiantes”, comentou a vice-presidente da Moody’s e co-autora do relatório, Lucie Villa.

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