Mercado

Ásia cria um bilionário a cada 3 dias

24/10/2016 - 16:00, featured

O estudo ‘Billionaires Insights: Are billionaires feeling the pressure’ conclui que ao liderar o continente asiático na lista está a China.

PwC apresentou a terceira edição do estudo ‘Billionaires Insights: Are billionaires feeling the pressure’, realizado em conjunto pela PwC e pela UBS.

O relatório apresentou as seguintes conclusões, entre elas, liderada pela China, a Ásia criou um bilionário em cada 3 dias, contribuindo com mais de metade dos novos bilionários de 2015.

O foco do documento, baseou-se na transferência de riqueza, concretamente no facto de aproximadamente 460 bilionários transferirem 2.1 biliões de dólares para os seus herdeiros, o equivalente ao PIB da Índia, nos próximos 20 anos.

Esteve sob análise do mesmo, dados de 1,397 bilionários, cobrindo as últimas duas décadas. A base de dados incluiu 14 mercados (EUA, Europa e Ásia-Pacífico), representando cerca de 806 da riqueza de todos os bilionários do mundo. Adicionalmente, foram realizadas 20 entrevistas a advisors de bilionários e realizadas entrevistas, pessoalmente, a 30 bilionários e herdeiros.

“À medida que as ondas de choque provocadas pela regulação no seio da UE geram flutuações cambiais a nível global, torna-se imperativo realizar um planeamento da preservação da riqueza. Hoje em dia, os gestores de activos deparam-se com questões delicadas no que toca ao investimento.”, refere Michael Spellacy, Global Wealth Leader da PwC US.

Acrescenta ainda que “a edição deste ano demonstra que os bilionários europeus foram os mais resilientes, com 60 pessoas a tornarem-se bilionárias, através de processos de herança ocorridos em 2015. Nos EUA, o número de bilionários reduziu-se, porém verificou-se uma nova tendência: a riqueza dos “novos bilionários” é, em média, superior à dos “velhos bilionários”, 4,7 mil milhões para 4,5 mil milhões de dólares.”  A edição do presente ano refere ainda que depois de 20 anos de crescimento notável, a riqueza da chamada Second Gilded Age estagnou. A transferência de activos dentro das famílias, a desvalorização das commodities e a valorização do dólar americano foram as principais contrariedades.

Em 2015, verificou-se a existência de mais 210 bilionários, enquanto que 160 deixaram de pertencer a este grupo, totalizando-se 1397 bilionários. A riqueza dos bilionários passou de 5,4 biliões para 5,1 biliões de dólares. A riqueza média, de 2014 para 2015, passou de 4 mil milhões para 3,7 mil milhões de dólares. Adicionalmente, verificou-se que das fortunas bilionárias que desceram abaixo da marca de mil milhões, desde 1995, 90% não foram mantidas além das primeira e segunda gerações.

Num momento económico adverso como o actual e de transferência de riqueza, o legado europeu é um modelo para evitar aquele destino. A Alemanha e a Suiça, em particular, são os países com a maior quota de fortunas antigas. As famílias bilionárias asiáticas deverão querer adoptar o modelo europeu de preservação de riqueza.

Gosta deste artigo? Partilhe!

Deixe o seu comentário

You must be logged in to post a comment.