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Brunch With…Gideoni André

17/01/2018 - 12:54, Brunch with, featured

Começou a trabalhar aos 16 anos por iniciativa própria, e nunca mais parou. Engenheiro civil de formação, tem participado em projectos e obras de importância nacional e está sempre aberto a desafios que o motivem.

Por Vânia Andrade Fotos Njoi Fontes

Dono de uma inteligência peculiar, Gideoni André tem vindo a colaborar com várias entidades nacionais e internacionais dentro e fora da sua área de formação.

Actualmente, está a liderar a direcção executiva da GMI, empresa participada da Imogestin, especializada em gestão e manutenção imobiliária, mas, antes de assumir este desafio, o ‘engenheiro gestor’, assim se considera, foi director de activos da Imogestin durante o ano de 2015.

Nasceu no “Caluanda” em 1985, fez o 1.º nível do ensino de base na Escola Pica-Pau, na Avenida do Brasil, e o 2.º e o 3.º no Ngola Mbandi. Desde tenra idade, Gideoni André desenvolveu o gosto pelo mundo da construção de forma natural e, embora por algum tempo tenha pensado fazer o curso de perfuração de petróleos, decidiu inscrever-se no Makarenko e fazer aquilo que de facto o deixava fascinado, “construção civil”. Posto no Makarenko, actualmente conhecido por Instituto Médio Industrial de Luanda (IMIL), concluiu o ensino médio em Construção Civil, tal como sempre desejou. “ Engenharia Civil porque é um curso que de certo modo oferece alguma autonomia, e sempre quis ter uma profissão com a qual pudesse sonhar, idealizar e realizar coisas fora do quadrado”,frisou. Enquanto frequentava o 3.º ano do curso de Construção Civil, sem que os pais se apercebessem, Gideoni começou a colaborar em part-timena área de projectos de uma empresa que na altura se chamava Preciana.

Um ano depois, entrou para a Ecro-empreendimentos, em projectos e fiscalização de obras, onde participou na construção das primeiras casas do Zango, um projecto do Governo da Província de Luanda, colaborando de seguida com a empresa Jansen.

De 2003 a 2005, ingressou no quadro da Dar All Handasah, empresa especializada em consultoria de projectos de engenharia, na qual teve a oportunidade de fazer um estágio durante dois anos. “ Tive o privilégio de participar em obras de nível nacional, como, por exemplo, a construção do Palácio da Justiça, a cidade universitária, algumas vias de Luanda, os centros de produção da TPA, a Sodimo, as infra-estruturas da praia do Bispo, entre outras”, realçou. A dada altura, passou a ter dificuldades em conciliar a vida académica e a profissional, e foi obrigado a interromper temporariamente a actividade laboral para dar prioridade à formação superior. Ingressou na Faculdade de Engenharia Civil, da Universidade Agostinho Neto, e antes de terminar o 1.º ano foi convidado a participar em alguns projectos da Preciana, sua primeira empregadora, e assim o fez.

Nesta mesma altura, recebe uma bolsa de estudos do Ministério dos Petróleos para o ISPRA, actualmente a Universidade Privada de Angola, onde deu continuidade ao curso até à sua conclusão. Nesta altura, um professor titular da UAN percebeu que o antigo aluno da universidade reunia capacidades que achou serem importantes para a direcção técnica de uma empresa e indicou-o para o cargo, onde teve a oportunidade de viajar várias vezes para o Norte do País.

Em 2007, Gideoni André recebeu um novo convite, proveniente de outro professor da UPRA, para assumir a direcção de uma das empresas de um grupo empresarial. Mas a estratégia que criou na altura era de ter mais do que autoridade e poder dentro de uma empresa, Gideoni tinha sede de aprender o que não sabia e, apesar da boa remuneração, resolveu dar um passo para trás.

Entra para a Grinaker LTA Angola em finais de 2007, como técnico responsável das infra-estruturas da praia do Bispo, acumulando funções com as outras colaborações. Ocorrendo a reestruturação da Griner e integrado nos quadros , teve um crescimento que o levou à função de director de obras e consequentemente director de negócios, iniciando o percurso de engenheiro gestor. Dentro do Grupo BAI, no qual está inserido desde 2012, sai da Griner para a Imogestin. Era sua vontade iniciar novos projectos e desafios, e teve como primeiro desafio a participação nas obras da Urbanização do Nova Vida. “Numa fase inicial, estive a coadjuvar o director do Nova Vida, e passei a olhar para as coisas na perspectiva do imobiliário.”

Ainda dentro da Imogestin, foi nomeado director delegado do projecto Vila Azul, mas em pouco tempo mudou de função e passou a dirigir projectos, sendo o director do projecto e construção dos Hotéis Terminus de N’Dalatando, Terminus do Lobito e ainda o Condomínio Atlântico no Lobito.

Ao longo do seu percurso, o engenheiro contou nunca ter pretendido olhar a licenciatura como a solução do sucesso ou o troféu do sucesso. “Sou de opinião de que existem formações equivalentes aos cursos universitários e que nos dão maior preparação e foco na vida profissional.” Por este motivo, procura fazer cursos de superação em diversas áreas. Formações em gestão e liderança, management, teorias de decisão também constam no seu leque de aprendizagem.

Muito recentemente, o nosso convidado conta ter-se interessado pelo agro-negócio, sendo até então um investigador do sector, tendo já feito duas formações, uma na área de gestão agro-industrial. Portanto, o curso de Engenharia Civil favoreceu, de certa forma, que tivesse outro olhar sobre as coisas, desenvolvesse outros gostos, seguisse outras tendências. Tal como disse acima, em 2016 foi convidado a participar na reestruturação da GMI. Estamos a falar de uma empresa de pequena ou média dimensão, mas que se pretende que cresça e seja um dos sustentáculos da empresa-mãe, dado o nicho de negócio que é a gestão e manutenção imobiliária: “Hoje podemos dizer que encontrámos o caminho para o crescimento, tendo alcançado números nunca antes registados numa conjuntura difícil, o que considero um bom teste à nossa capacidade como gestores de empresas.”

A par deste percurso profissional, o engenheiro aprecia o conceito startupse o negócio social, e começou a pensar em projectos de desenvolvimento do agro-negócio, considerando assim um porto futuro para os planos para os quais se está a preparar. Por outra, desenvolveu um sistema de serviços personalizados ligados a lavandarias. Um projecto que tem a marca TG, que significa “Técnicas associadas a Gideoni para dar soluções”, em que o serviço é prestado porta a porta, uma marca que pretende que ganhe dimensão.

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