Mercado

Cabo Verde e São Tomé e Príncipe lideram economia na África lusófona em 2018

02/01/2018 - 10:43, featured, Markets

São Tomé e Príncipe e Cabo Verde deverão liderar o crescimento económico 2018, seguidos de perto por Guiné-Bissau e Moçambique, com Angola a registar as previsões mais modestas de subida do Produto Interno Bruto.

De acordo com os estudos feitos pelo do Fundo Monetário Internacional (FMI) , São Tomé e Príncipe e Cabo Verde deverão liderar o crescimento económico 2018, seguidos de perto por Guiné-Bissau e Moçambique, com Angola a registar as previsões mais modestas de subida do Produto Interno Bruto.

As previsões para este ano, regista um crescimento económico em São Tomé e Príncipe depois de ter estabelecido relações diplomáticas com a República Popular da China – de 5% em 2017 para 5,5% em 2018.

A avaliação diz ainda que, a evolução da situação económica em São Tomé e Príncipe, destacou o crescimento a um ritmo constante e as perspectivas favoráveis.

Para Cabo Verde, as previsões do governo apontam para uma taxa de 5%, embora o FMI seja mais conservador, ficando-se por 4,1%.

Está ainda prevista a atribuição de cartão de residência aos grandes investidores e empresários que queiram investir no país e do alargamento da rede de acordos para evitar a dupla tributação com países de todos os continentes, adianta a mesma fonte.

O FMI informou também que Moçambique e a Guiné-Bissau irão crescer próximo dos mais rápidos – respectivamente 5,3% e 5%.

No caso de Moçambique, contudo, a incerteza é grande, com a Economist Intelligence Unit a prever que o crescimento se fique por 4%, abaixo dos 4,2% do ano passado.

“O crescimento do PIB vai continuar fraco (pelos padrões históricos) em 2018, devido à frágil procura interna e reduzido investimento. É de prever uma retoma económica mais robusta de aí em diante, impulsionada pelo desenvolvimento da indústria do gás”, refere a EIU.

No seu mais recente relatório sobre Angola, a EIU afirma que deverá haver “interesse significativo no concurso” para o novo operador de telecomunicações, dado o potencial do mercado, e que maior concorrência entre operadores deverá levar a serviços “melhores e mais baratos”, um “desenvolvimento positivo para o sector privado emergente do país e para os esforços no sentido de diversificar a economia do país, evitando a dependência em relação ao petróleo.”

Gosta deste artigo? Partilhe!

Deixe o seu comentário

You must be logged in to post a comment.