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Contributo de Angola cresce na banca lusa

26/05/2017 - 16:58, featured, Finanças

Fusão do Millennium Angola com Privado Atlântico teve impacto na apresentação dos resultados do Banco Comercial Português.

Por Paulo Narigão Reis 

O peso das operações em Angola dos bancos portugueses aumentou no primeiro trimestre de 2017 em comparação com o período homólogo do ano passado.  O valor acrescentado da banca nacional é visível nos resultados que as instituições financeiras de Portugal apresentaram para os primeiros três meses do ano, com a excepção a vir do Millennium por causa da fusão com o Atlântico e devido impacto nos resultados.

Assim, no âmbito do processo de fusão do Banco Millennium Angola com o Banco Privado Atlântico, o primeiro foi considerado como operação em descontinuação em Março de 2016, com o impacto dos seus resultados a ser apresentado na rubrica ‘Resultados de operações descontinuadas ou em descontinuação’.

Os activos e passivos do Millennium

Angola foram consolidados pelo método integral até Abril de 2016, mas, após a concretização da fusão, em Maio de 2016, foram desreconhecidos no balanço consolidado. O investimento de 22,5% do Millennium BCP no novo Millennium Atlântico foi registado pelo método da equivalência patrimonial.

Explicação dada, os resultados: se no primeiro trimestre de 2016 o Millennium Angola contribuiu com 14 milhões EUR para os resultados do BCP, nos primeiros três meses deste ano, a contribuição do Millennium Atlântico foi de 7,6 milhões de EUR, uma queda de 45,7%.

O destaque vai para a Caixa Geral de Depósitos (CGD), que detém agora 100% da Caixa Angola. A instituição liderada por Fernando Marques Pereira contribuiu com 7,2 milhões EUR para os resultados líquidos consolidados do banco estatal português, uma forte subida face aos 0,9 milhões negativos apresentados no mesmo período de 2016. O peso da operação angolana superou, aliás, o de outros bancos internacionais sob a alçada da CGD, como o moçambicano BCI e o sul-africano Mercantile Bank.

Leia mais, na edição nº105 do Jornal Mercado.

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