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Cooperações bilaterais entre Angola e Japão completam mais um ciclo

09/12/2016 - 09:16, featured, Finanças

O embaixador japonês considerou frutífera a missão desempenhada em Angola e pede igual solidariedade ao novo embaixador durante a sua missão diplomática

Por André Samuel 

andre.samuel@mediarumo.co.ao 

O embaixador do Japão em Angola, Kuniaki Ito, encerrou, esta semana, a sua missão diplomática de dois anos no País, num período em que as duas nações celebram 40 anos de relações políticas. A despedida oficial se realizou em um dos hotéis da capital em simultâneo com a celebração do dia Nacional do Japão no passado dia 6 do presente mês.

Na ocasião o embaixador destacou que neste ano comemorativos os laços bilaterais têm sido imensamente desenvolvido nas áreas diplomáticas, económicas e culturais. Foram realizadas uma serie de trocas de opiniões a respeito de diversos desafios diplomáticos por inerência de os dois países serem membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Ainda no âmbito das correspondências diplomáticas no ano passado três membros do executivo deslocaram-se ao Japão, sendo estes os ex ministros das Finanças e o da Reinserção Social, bem como o actual ministro da Economia.

Em Março deste ano o Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade dos Santos, visitou oficialmente o Japão tendo sido recebido pelo Imperador do Japão e pelo primeiro-ministro nipónico.
De acordo com Kuniaki Ito, desta visita resultou a melhoria das relações políticas com o despertar do interesse de diversas figuras proeminentes do seu país para Angola de forma singular, dissociada da visão generalizada do continente como um todo.

No domínio social, varias assinaturas foram realizadas para o desenvolvimento do capital humano, no apoio a saúde materno infantil, combate a febre-amarela, bem como para apoio as comunidades.

“Ademais temos implementado vários projectos de assistência por intermedio de organizações internacionais e no âmbito comunitário” realça.
No domínio económico a relação também se intensificou, no ano passado 27 empresas e mais de uma centena de empresários japoneses deslocaram-se ao País com o propósito de estreitar pareceria. Este ano outra equipa de empresas japonesa com representações na Africa do sul visitaram Angola e mantiveram encontros com seis ministros.

Ainda este ano foi realizado a sexta Conferencia Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de Africa (TICAD 6) onde Angola assinou mais memorando de entendimentos do que qualquer outro país do continente.

De forma mais concreta, as fábricas têxtil reabilitadas pela empresa Marubeni começaram a operar este ano. Realizou-se a troca de notas do projecto de reabilitação do porto do Namibe que segundo destaca contribuirá para o incremento das relações económicas entre Angola e as regiões fronteiriças acrescendo o facto do custo que o País cortará com as importações que até ao momento dependem do porto da vizinha República da Namíbia.

Foi completado a construção do cabo optico submarino entre Angola e o Brasil com o financiamento do Banco do Japão para Cooperação Internacional, JBIC. Com este projecto expecta-se que Angola se torne o centro das trocas de informações entre Africa e as Américas devido a mais moderna tecnologia japonesa utilizada no processo e instalada pela companhia NEC.

Foram ainda desenvolvidas relações a nível cultural, de Angola a Orquestra Sinfónica Kapossoca visitou o Japão onde realizou cinco concertos, com o surpreendente resultado de uma ovação em pé. Formadores japoneses colaboraram para o incremento da relação e houve doação de instrumentos musicais. Em Outubro o grupo de tambores Japoneses realizou em luanda um concerto musical com escola de música Obra Bella.

“Em meio desses intercâmbios bilaterais em várias áreas creio que as relações se têm tronado mais estreitas. Anteriormente tínhamos somente uma imagem clássica oriunda de estereótipo. No entanto acredito que passamos para outra fase na qual temos uma imagem mais esclarecida e vivida do nosso parceiro”

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