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Dubai gastará 37,5 mil milhões USD no maior aeroporto do mundo

30/12/2016 - 10:00, Business, featured

Al Maktoum International estará pronto dentro de 12 anos e irá ter capacidade para movimentar mais de 220 milhões de passageiros por ano.

O plano envolve um novo aeroporto e centro de logística e, segundo foi adiantado por agências de notícias internacionais, envolverá um investimento total da ordem os 37,5 mil milhões USD.

Fontes citadas pela Bloomberg adiantam que “uma parte significativa” do investimento será financiada através da emissão de dívida. O plano de investimentos está delineado num documento enviado a bancos e onde se sinaliza um empréstimo inicial de 3 mil milhões USD para que a fase inicial de expansão da nova infra-estrutura possa arrancar.

As mesmas fontes, que falaram sob anonimato pelo facto de o investimento ainda não ter sido anunciado publicamente, referem ainda que o empreendimento deverá levar 12 anos a ficar concluído. O novo aeroporto será desenvolvido no Dubai World Central, uma zona com cerca de 140 quilómetros quadrados, e onde se encontra o actual aeroporto do Dubai, o Al Maktoum International. Quando as obras ficarem concluídas, o Al Maktoum International tornar-se-á a maior infra-estrutura do género do mundo e terá capacidade para movimentar mais de 220 milhões de passageiros por ano e de 16 milhões de toneladas de carga. Em 2015, o aeroporto internacional do Dubai serviu 78 milhões de passageiros, mas a expectativa é que este número ultrapasse os 146 milhões em 2025.
A expansão mundial das rotas e da própria companhia Emirates têm sido um dos factores desta crescente dinâmica aeroportuária do emirado.
E não poupam esforços. Por exemplo, em Março de 216, o voo EK488 da Emirates estabeleceu o voo directo mais longo do mundo quando ligou o Dubai a Auckland, na Nova Zelândia.

O voo teve a duração de 17 horas e 35 minutos, percorrendo uma distância de 14 200 quilómetros. A Emirates já operava nesta rota, mas antes fazia uma escala na Austrália. Com este voo, a Emirates tirou três horas ao tempo anterior do voo directo entre Dubai e Auckland. Esta redução deve–se ao uso de “tecnologia inteligente” e de “rotas flexíveis”, que podem variar diariamente, tirando vantagem da força dos ventos.

* Dinheiro Vivo

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