Mercado

A economia da partilha

12/02/2018 - 16:16, featured, Opinião

O novo conceito apresentou uma perspectiva de consumo diferente a uma escala global

Por Kamia Vasconcelos

Já não é novidade, que o modelo de “economia da partilha ou partilhada” está a revolucionar o mundo e é já considerado uma das grandes alterações do contexto económico da década actual.

A recente recessão económica e uma crescente e consciente preocupação ambiental uniram-se à “sociedade online”, criando um modelo económico que é tão antigo quanto o tempo, mas simultaneamente novo. Trocar, emprestar e pedir emprestado não são de modo algum conceitos novos, mas nesta era digital começaram a ser usados como modelos de negócio viáveis.

A economia partilhada, também conhecida como consumo colaborativo ou economia de pares, é assim tida como um modelo económico que representa novos hábitos de consumo e um novo paradigma de negócio, em que são rentabilizados activos que anterior mente seria desaproveitada. É um termo que abrange vários significados e que descreve um sistema que promove as trocas entre pares, trocas essas que geralmente ocorrem online. O termo descreve actividades humanas que enfatizam o uso e não a posse de bens de consumo.

O novo conceito mudou não só a forma como a oferta e a demanda eram entendidas, mas também a relação do consumidor com os bens materiais. Apresentou uma perspectiva de consumo diferente a uma escala global. Este conceito teoricamente vem ajudar na redução do consumo excessivo e permite aos consumidores a opção de usar os seus recursos de forma mais eficiente, usando a tecnologia para ajudar as pessoas a disponibilizarem bens entre si.

Na premissa inovadora deste conceito de partilha surgiram startups como a Uber e o Airbnb que fizeram com que se “confundisse” a distinção entre produção e consumo. O modelo da partilha tem como objectivo a criação de capital através da disponibilização de recursos privados anteriormente tidos como inactivos. Nesse contexto, a Uber, por exemplo, disponibiliza carros particulares para transporte público, resultando num serviço de transporte personalizado que desfruta da conveniência de uma plataforma acessível através do telefone pessoal de uma grande parte do público-alvo e garantindo a qualidade do serviço através de um sistema de avaliações ou ratings. Este método permite dar o feedback sobre a viagem, fazendo com que o próprio sistema se auto-melhore.

Gosta deste artigo? Partilhe!

Deixe o seu comentário

You must be logged in to post a comment.