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Está a nascer um “novo normal” em Angola, diz José Octávio Van-Dúnem

29/05/2017 - 15:21, Empreendedor, featured, Finanças

A crise causada pela queda do preço do petróleo está a provocar mudanças estruturais no País, destaca o professor universitário. Está a nascer um “novo normal” na relação de empresas e famílias com o Estado, defende.

O professor universitário está a ministrar uma conferência para gestores de topo de empresas portuguesas e angolanas na sede da AESE Business School, em Lisboa, onde destaca a evolução da economia angolana com impacto no tecido social desde 2000 até à actualidade.

José Octávio Van-Dúnem explicou de que forma o preço do barril de petróleo impactou de forma positiva no desenvolvimento de infra-estruturas em Angola, assim como os desafios actuais, que obrigam a contenção por parte dos gestores e decisores, sem que deixem de ser feitos alguns investimentos.

Também a evolução de uma classe média angolana, o impacto da China passar a ser o maior parceiro comercial de Angola, em detrimento dos EUA, principalmente devido à compra de petróleo bruto, e os níveis de bancarização foram referidos pelo académico angolano.

“As mentalidades não mudam à mesma velocidade dos acontecimentos”, destacou o responsável. “Houve uma mudança estrutural, com a queda do preço do barril de petróleo” e é necessário que as pessoas o tenham em conta, dado que houve uma forte redução de rendimentos, adiantou.

Uma “nova era” em Angola

Para José Octávio Van-Dúnem, Angola está numa “nova era”, em que a diversificação da economia “é obrigatória”. Até aqui, e durante décadas, os supermercados que operavam no País importavam quase 90% do comercializavam, mas, hoje, o cenário é “completamente diferente”, disse, destacando que a diversificação da economia, por criar emprego e oportunidades novas, traz também novos cenários sociais.

Angola deve “aumentar a produção interna, sobretudo dos produtos da cesta básica e de outros essenciais para o consumo interno e para exportação”, afirmou, acrescentando que, “por isso, os investimentos públicos devem cada vez mais concentrar-se em projectos estruturantes”, sendo também necessário haver novas escolas agrícolas.

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