Mercado

Grupo Atlanfina lança nova marca de gin angolano no próximo ano

04/12/2017 - 09:58, Business, featured

A Top Indústria, do Grupo Atlanfina, começa a produzir bebidas espirituosas com produtos nacionais a partir de Março de 2018.

Líria Jerusa
liria.lourenco @ m ediarumo.co.ao

A Atlanfina pretende reduzir as importações de bebidas espirituosas e vai iniciar um processo de produção numa unidade fabril localizada no Km 44, Viana, com capacidade para o enchimento de mais de um milhão de garrafas por ano, revela o administrador, António Alves, adiantando que o investimento no projecto é de cerca de 5 milhões USD.

De  acordo  com  o  responsável, numa primeira fase, a empresa vai embalar vinhos em bag in boxese tetra brick. Mais tarde, fará engarrafamentos de gine vodkapara, depois, passar para a produção de gincom essências nacionais.

Para o fabrico de gin, adianta, a Atlanfina tem uma parceria com um dos melhores fabricantes mundiais de vinho, gine vodkado mundo. Um dos gins, revela, irá chamar-se Gin Guba.

O gestor explica que parte do investimento inicial no projecto foi feito com capitais próprios, mas o objectivo é recorrer a financiamentos na banca, no âmbito do programa Angola Investe.

A companhia, diz, tem know-howpara poder apoiar a vinificação local, mas recorrerá à importação a granel e posterior engarrafamento e embalagem local dos vinhos, por falta de matéria-prima. “Se existirem uvas suficientes para produzir cá o vinho, assim faremos.

Se não houver, importaremos, a granel, vinho de Portugal ou África do Sul, e faremos apenas o embalamento e colocaremos o rótulo”, explica.

Vendas a cair em linha com o mercado

A Atlanfina, detentora da marca Top Wines, registou nos últimos anos uma quebra nas vendas na ordem dos 30%, de acordo com António Alves, que atribui o desempenho à conjuntura que o País atravessa. “Acompanhámos a tendência do mercado. As próprias importações de vinho, não só de Portugal como do resto do mundo, sofreram quebras drásticas que rondaram os 30% a 40%, e nós não fomos excepção”, afirma.

O responsável explicou que a empresa teve de fazer uma gestão “bastante rigorosa” das poucas divisas disponíveis, e recorrer à aquisição de produtos localmente. “A crise afectou bastante o mercado de vinhos nos últimos anos, ao ponto de as empresas se ressentirem nas vendas. Não ficámos fora disto, tivemos quebras, e as margens reduziram, mas conseguimos ajustarmos, sobreviver e apontar novas soluções”, refere. A Atlanfina está há 35 anos no mercado angolano e, segundo António Alves, apesar de tudo, o balanço é “positivo”.  O  mercado  de  vinhos  em Angola, destaca, “evoluiu bastante”.

A petrolífera italiana ENI ficou com os direitos da Sonangol num campo petrolífero no enclave de Cabinda, passando ainda a ser operadora, conforme acordo assinado na última segunda-feira em Luanda, na presença do primeiro-ministro italiano e do Presidente de Angola. O acordo foi assinado pelos administradores da ENI, Claudio Descalzi, e da Sonangol, Carlos Saturnino, no âmbito da visita de 24 horas a Angola do primeiro-ministro Paolo Gentiloni, que foi o primeiro chefe de Governo ocidental a ser recebido por João Lourenço.

Em causa, neste acordo, está a operação no denominado bloco Cabinda Norte, no onshoredo enclave, no qual a ENI detinha até agora uma participação de 15%, operado antes pela Sonangol, com 30% e integrando ainda a Teikoku (17%), Soco (17%) e China Sonangol (11%). As petrolíferas não adiantaram valores envolvidos neste negócio ou outros pormenores. De acordo com a informação da ENI, trata-se de um bloco localizado numa “pequena bacia petrolífera” de Cabinda, cuja produção aquela petrolífera italiana pretende  “alavancar”,  através  do conhecimento “adquirido em actividades numa área vizinha na República do Congo”. “No caso de descobertas significativas, a produção será facilitada pela infra-estrutura existente”, explica a petrolífera italiana.

As administrações da ENI e da Sonangol assinaram ainda um memorando de entendimento para definir “projectos conjuntos em toda a cadeia de valor do sector de energia”. O acordo prevê, nomeadamente, “a avaliação dos recursos de gás associados e não associados no mercado offsho rede Angola, a ser negociado nos mercados doméstico e internacional”, bem como “a optimização das actividades de exploração e a identificação de novas oportunidades para a exploração conjunta”.

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