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Petrobras faz acordo de 2,4 mil milhões para encerrar processo

03/01/2018 - 14:02, featured, Global Report

A Petrobras anunciou acordo para encerrar uma ação coletiva de investidores estrangeiros contra a petrolífera nos Estados Unidos.

Dinheiro Vivo

A Petrobras anunciou um acordo no valor de 2,95 mil milhões de dólares (2,45 mil milhões de euros) para encerrar uma acção colectiva na justiça norte-americana de investidores estrangeiros contra a petrolífera. Segundo o portal de notícias brasileiro G1, a companhia petrolífera brasileira propõe-se a pagar o valor àqueles que compraram acções da empresa no mercado imobiliário norte-americano.

Numa nota divulgada esta quarta-feira na página da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal brasileira indicou que “o acordo, que ainda será submetido à apreciação do juízo norte-americano, objectiva encerrar todas as demandas actualmente em curso e que poderiam vir a ser propostas por investidores em acções e bónus da Petrobras adquiridos nos Estados Unidos”. Segundo a empresa, “este acordo elimina o risco de um julgamento desfavorável que, conforme anteriormente reportado ao mercado no formulário anual arquivado na bolsa de valores brasileira e americana, poderia causar efeitos materiais adversos à companhia e à sua situação financeira” e “põe fim a incertezas, ónus e custos associados à continuidade dessa acção colectiva”.

De acordo com o portal de notícias brasileiro, esta é uma acção em que investidores estrangeiros acusam a estatal brasileira de os enganar para comprarem acções da empresa enquanto era montado um esquema de corrupção que levaria a uma desvalorização dos papéis da companhia de petróleo brasileira.

A acção na justiça norte-americana foi enviada no final de 2014, a partir das revelações feitas pela Operação Lava Jato, que investiga uma grande rede de corrupção no Brasil entre políticos e empresários, entre outros implicados, e que também envolve a Petrobras. A nota da estatal sublinhou ainda que o valor total do acordo será provisionado no balanço do quarto trimestre de 2017.

O texto divulgado pela empresa destacou que o “acordo não constitui reconhecimento de culpa ou de prática de actos irregulares pela Petrobras”. A empresa disse ser “vítima dos actos revelados pela Operação Lava Jato, conforme reconhecido por autoridades brasileiras, inclusive o Supremo Tribunal Federal”. Para se defender de críticas à decisão de fazer um acordo, a empresa brasileira destacou que, além de evitar prejuízos maiores num julgamento, afirma que apenas 0,3% das “class action” (ações colectivas) chegam à fase de julgamento nos Estados Unidos, já que na maioria dos casos é feito um acordo.

 

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