Mercado

Porquê investir na SADC via Namíbia? Geoestratégia…

04/11/2016 - 15:40, featured, Finanças

Oportunidades de investimento, um sistema financeiro diversificado e um mercado respeitável. SADC via Namíbia.

Por Nilza Rodrigues

Um mercado com 35,6 milhões de consumidores – o da SADC – e um país com uma posição geoestratégica privilegiada – a Namíbia – foram o mote do encontro promovido pelo Atlântico e pela AICEP na Fundação Calouste Gulbenkian, em Portugal, com o intuito de revelar potencialidades e gerir oportunidades de investimento.

“O banco Atlântico assume como uma das suas missões desenvolver parcerias com interesse na região, porque acreditamos que a Namíbia tem um posicionamento geográfico privilegiado, considerada a Suíça do continente africano. Tem estabilidade política e um sistema financeiro diversificado e sofisticado”, afirmou José Carlos Burity, administrador executivo do Atlântico Europa.

As boas relações Angola-Namíbia foram focadas ao longo do meeting como uma plataforma de arranque e de concretização imediata de negócios. Maria Potts, representante comercial de Angola em Portugal, lembrou que o seu país “tem potencial para ser um país exportador não só de matérias-primas, mas também de produtos manufacturados”. Posição corroborada por Fausto Rodríguez, membro da comissão executiva da Wayfield, empresa que detém a Refriango: “Nós nascemos na SADC.

Somos um grupo angolano. E a exigência do consumidor angolano obrigou-nos a estar ao lado de marcas internacionais como a Coca-Cola. Da nossa experiência retiramos duas lições, dois desafios: como vender o produto made inAngola noutros mercados e temos conseguido fazê-lo; e como transformar o potencial em negócios. Por isso criámos uma poolde talentos que nos permite, aliás como está a acontecer neste momento, investir numa fabrica fora de Angola”.
A troca de impressões realçou as oportunidades, mas também as dificuldades de se trabalhar com o continente, com uma realidade muito presa ainda a procedimentos burocráticos, pelo que urge um volte-face no seu modus operandi.

“O processo de internacionalização de produtos tem de ser visto como um processo estratégico, e não módulos em cima de módulos”, alerta Carlos Barradas, director-geral da BCG. Um momento único sobre o Doing Business na SADC que promete abrir ainda mais porta.

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