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BNI reforça fundos e aumenta crédito em moeda nacional

13/12/2016 - 09:07, featured, Finanças

Os fundos próprios do BNI passaram de 19,9 mil milhões Kz para 23 mil milhões Kz, um reforço de 15,5% (3,1 mil milhões Kz).

Por Fernando Baxi 

fernando.baxi@mediarumo.co.ao 

O Banco de Negócios Internacional (BNI) aumentou o crédito concedido em moeda nacional, num contexto de fortes exigências regulatórias, declarou Mário Palhares, presidente do conselho de administração, quando fazia referência ao balanço das actividades daquela instituição bancária angolana, no exercício de 2016.

Aquele banco também apostou no reforço dos fundos próprios, tendo igualmente melhorado o rácio de solvabilidade, no período financeiro 2015, segundo ainda Mário Palhares, durante a comemoração do décimo ano de existência, realizado em Luanda.

Com o aumento verificado, os fundos próprios passaram de 19,9 mil milhões Kz para 23 mil milhões Kz, um reforço de 15,5% (3,1 mil milhões Kz) em 2015, como se pôde constatar nas demonstrações financeiras consolidadas, que também ilustram o crescimento do crédito na ordem dos 4,4% (3,9 mil milhões Kz), face ao ano transacto.

Apesar do registo positivo nos indicadores acima expostos, o BNI registou um decréscimo de 3,7% no resultado líquido em 2105, se comparado com o exercício homólogo transacto. O activo passou de 202,1 mil milhões Kz para 234,3 mil milhões Kz, no período financeiro supracitado, evolução que exprime o crescimento de 15,9%.

Relativamente à actividade em 2016, principalmente no terceiro trimestre, o BNI lançou vários produtos financeiros, com realce para o BNIX, que vai permitir fazer pagamentos via telemóvel e poderá contribuir no crescimento da inclusão financeira.

A contar dez anos de existência, para Mário Palhares o maior desafio foi garantir a presença em todo o território nacional. Conta actualmente com mais de 90 agências, sete centros de negócio, dedicados a clientes, corporate e private, ultrapassando a fasquia dos 200 mil clientes. O BNI também está presente no mercado Europeu.

Na perspectiva de Mário Palhares, “o objectivo de um banco, como qualquer negócio, é gerar valor, dar lucro e criar riqueza, mas nunca se deve esquecer da partilha”.

Face às limitações do mercado, durante o exercício económico 2016 o BNI reforçou e primou pela continuidade de políticas de gestão prudente, tendo em conta a baixa liquidez no sistema financeiro, bem como pela diminuição de divisas no sector cambial.
Aliás, foi uma das recomendações do conselho fiscal daquela instituição financeira, também motivada pela reorganização das empresas que devido à necessidade de cumprimento dos novos requisitos fiscais passaram a ter obrigações com reflexos contraproducentes nas carteiras de depósitos e outras transacções bancárias.

No âmbito das políticas de gestão também fora recomendado o asseguramento do controlo da carteira de crédito porque poderia condicionar o cumprimento no período 2016. O BNI iria reportar imparidades nos termos metodológicos para a constituição de provisões estabelecidas no Instrutivo n.º 02/2015, de 14 de Janeiro.

Ainda na estratégia definida para 2016, o conselho fiscal recomendara aos accionistas submeter e aprovar o modelo de imparidade, a julgar pelos impactos resultantes dos ajustamentos das provisões que poderiam reflectir sobre o património do BNI, especificamente no resultado contabilístico e fiscal.
O BNI deveria ainda garantir o eficiente cumprimento dos impostos legislados para as operações bancárias, considerando a obrigatoriedade de consolidação de contas a elaboração do dossier preços de transferências conforme Decreto-Lei n.º 147/13.

Ainda o reforço e consolidação dos aspectos relacionados com o corporate governance e controlo interno, face aos estabelecidos no Aviso n.º 1/2013, de 23 de Março, e n.º 2/2013, de 19 de Abril, do Banco Nacional de Angola, incluindo os aspectos de compliancee risco (Despacho 14/13, de 24 de Julho) e da política de provisão, tendo em conta a conjuntura actual do mercado financeiro em Angola.

A política de gestão do banco presidido por Mário Palhares, em 2016, também assentou no reforço e consolidação dos critérios que regulamentam as actividades das instituições de microcrédito, concretamente os avisos n.º 8/11 e n.º 7/2012, do BNA.

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