Mercado

Austrália é o destino de eleição dos milionários

10/03/2017 - 16:30, Global Report

França, pelo contrário, foi o país que mais cidadãos com elevado poder económico perdeu. A conclusão é de um estudo da New World Wealth.

Por Dinheiro Vivo 

A Austrália acolheu, em 2016, 11 mil milionários e afirmou-se como o destino de eleição dos mais abastados que procuram um novo lugar para viver. França, pelo contrário, foi o país que mais cidadãos com elevado poder económico perdeu. A conclusão é de um estudo da New World Wealth, divulgado pelo Expansión.

Entre os principais atractivos do país, destacam-se, além do clima e da beleza natural, o sistema de saúde, considerado um dos melhores do mundo, o nível de segurança, a estabilidade política e económica, a distância geográfica de zonas de conflito e a posição estratégica para negócios com a China, a Coreia do Sul, Singapura ou a Índia. Importa ainda lembrar que um investimento directo de 5 milhões de dólares australianos garante, aos imigrantes, um visto permanente automático.

A seguir à Austrália, os destinos de eleição dos milionários são os Estados Unidos, o Canadá, os Emirados Árabes Unidos e a Nova Zelândia. Como já referido, França foi o país que mais milionários perdeu: 12 mil. As tensões religiosas, os atentados terroristas e os elevados impostos justificam a “fuga”. Seguem-se, com as maiores perdas, a China, o Brasil, a Índia e a Turquia. A empresa de estudos de mercado destaca a criminalidade, a insegurança e as medidas financeiras e fiscais adversas como os principais motivos que levam os mais abastados a considerar a mudança de país.

Em 2016, 82 mil milionários mudaram de residência, valor que representa um aumento de 28% face a 2015. A New World Wealth ressalva, contudo, tratar-se de uma parcela pouco relevante num universo que se estima que chegue aos 13,6 milhões de indivíduos. São considerados ricos os que detêm, pelo menos, 1 milhão USD em activos. Países com o Mónaco, a Suíça ou as Ilhas Caimão foram, durante muitos anos, alguns dos países de eleição. Hoje, contudo, os mais abastados procuram países estáveis com sistemas que ajudem a proteger o património. De acordo com o estudo, estes movimentos migratórios têm efeitos negativos “na moeda, na bolsa e no mercado imobiliário” tanto dos países de destino como dos de origem.

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