Mercado

A ‘baronesa’ do petróleo é a mais rica de África

14/11/2016 - 14:32, Africa, Global Report

Começou a construir um império com os ensinamentos da mãe, uma comerciante de tecidos da Nigéria.

Por Fernanda Mira

Proveniente do mundo comercial de Lagos, Alakija tem feito a sua carreira (e fortuna) em duas indústrias que, aparentemente, não têm nada que as una: moda e petróleo e gás. Mas só aparentemente, porque foi a empresária, de 65 anos, que estudou design de moda em Londres, que as uniu e delas retirou o melhor. Folorunsho Alakija nasceu a 15 de Julho de 1951 em Ikorodu, estado de Lagos, é originária de uma grande e tradicional família nigeriana: o pai, o chefe L. A.

Ogbara, teve 8 esposas e 52 filhos.Folorunsho foi a segunda criança da primeira esposa de Ogbara.Com algumas poses e seguindo a tradição, ela e a irmã mais nova foram enviadas para uma escola no estrangeiro quando aquela tinha 7 anos. O destino foi o País de Gales, e a instituição uma escola particular só para raparigas no Norte de Gales, onde elas eram as únicas meninas negras. E foi aqui que ganharam petits nons, já que ninguém conseguia pronunciar os seus nomes: Flo para Folorunsho e Doyle para Doyin.

Ficaram no frio e chuvoso Gales durante quatro anos. Período que a família considerou suficiente para que estas entendessem como era a vida fora de casa. Os pais não queriam perdessem os valores, cultura e tradição africanas. Foi também o momento em que a mãe de Folorunsho, uma comerciante de tecidos, começar a passar o testemunho do negócio.

Estes foram os primeiros passos, “decisivos”, confessa a própria para a construção do seu império na moda africana. Na década de 1980, começou por lançar a própria empresa de costura, Supreme Stitches. Por esta altura ainda acumulava com as funções de secretária no International Merchant Bank da Nigéria, um banco de investimentos já extinto.Em 1984 volta aoReino Unido, desta feita para estudar design de moda em Londres.

A visão de Alakija valeu-lhe vários prémios de design de moda e a sua lista de clientes incluia algumas das pessoas mais influentes do país, onde pautava, por exemplo, a esposa do exgovernante da Nigéria, Ibrahim Babanginda. Com tantos contactos influnetes e o negócio a crescer cada vez mais, Alakija percebeu, já em meados da década de 1990, que o petróleo era o sector onde apostar na Nigéria. Assim, apresentou uma candidatura para uma licença de prospecção de petróleo em 1993, que foi dado a ela por Babangida. E a partir daqui, deu início à construção de um vasto império a que deu o nome de Famfa Oil, da qual é actualmente a vice-presidente.

A empresa detém uma participação de 60 por cento num bloco de petróleo no campo Agbami, uma das maiores descobertas de águas profundas da África Ocidental.
Além de ser considerada como a mulher mais poderosa de África, Alakija é também uma das mais ricas.

Na lista da Forbes surge como a 80.ª mulher mais poderosa do mundo, com uma fortuna avaliada em 1,7 mil milhões de dólares. Folorunsho tem uma fundação chamada The Rose of Sharon Foundation que ajuda viúvas e órfãos, através de bolsas de estudo e de negócio.

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