Mercado

Bilionários legam 2,1 biliões USD a herdeiros até 2040

31/10/2016 - 17:00, Global Report

A maior transferência
de fortunas da história
é também uma
oportunidade de perda
de dinheiro,
alertam gestores.

Até 2040, cerca de 460 bilionários de todo o mundo irão deixar aos seus herdeiros um total superior a 2,1 biliões USD em herança, na maior transferência de fortunas de que há registo na história.

Segundo o relatório da UBS/PwC apresentado esta semana, será a primeira vez que tal quantidade de riqueza é passada à segunda geração de todo o mundo simultaneamente e, muito especialmente, na região da Ásia.

Para a maioria das economias dessa região do mundo, origem actual de cerca de 85% dos bilionários, será a primeira grande transferência de riqueza de bilionários da primeira para a segunda geração.

“Estarão preparados? Essa é a questão. Na região asiática, irão aprender as lições dos mercados mais maduros do mundo? E terão a capacidade cultural de manter [a riqueza]?”, diz John Mathews, responsável da unidade de gestão de fortunas da UBS Wealth Management Americas. No total, a UBS e a PwC estimam que 40% dos bilionários que acompanham tenham mais de 70 anos e que, provavelmente, irão transmitir a fortuna que possuem até 2040. São norte-americanos (48%, representando 1 bilião EUR), europeus (50%, com 550 mil milhões EUR) e asiáticos (20%, representando 275 mil milhões EUR). O que poderá suceder a todo este dinheiro é fonte de alguma preocupação: “A riqueza pode ser de facto fugaz.”

É absolutamente essencial haver planeamento. À medida que passa de geração em geração, torna-se mais difícil”, explica Mike Ryan, responsável na unidade de investimento estratégico da UBS. É como quem diz: “A primeira geração faz fortuna, a segunda gasta-a, e a terceira destrói-a.” Ou seja, a maior transferência de riqueza da história é, também, uma oportunidade para fazer desaparecer fortunas, até porque os herdeiros estão, muitas vezes, mais interessados em filantropia ou em perseguir os seus próprios sonhos.

A UBS e a PwC analisaram os dados internos da PwC e dos rankings anuais da Forbes para medir quantas fortunas foram criadas, cresceram ou foram destruídas desde 1995.

Descobriram que mais de dois terços (70%) não sobreviveram além da primeira geração e outro quinto tinha sido destruído até ao final da segunda geração. Na sequência dessa análise, o relatório encoraja os gestores de fortunas e os bilionários a seguirem o exemplo da Europa, uma região que não tem sido líder na criação de riqueza nos últimos anos, mas tem sido a que melhor trabalha para manter a riqueza criada.

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