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Como estragar uma relação com um telefonema e um par de tweets

09/12/2016 - 16:30, Global Report

Conversa com líder de Taiwan irrita China, que acusa Donald Trump de inexperiência e imprudência.

Por Paulo Narigão Reis 

O título acima podia pertencer a uma crónica sentimental de uma revista do coração mas, neste caso, remete directamente para a diplomacia. Ou, na realidade, para a falta dela. O protagonista começa a ser, infelizmente, o habitual.

Donald Trump, presidente-eleito dos Estados Unidos, mostrou mais uma vez ao que vem ao desafiar, contra todas as regras da diplomacia mundial, a China. Primeiro, quebrou uma regra, mesmo que informal, que vigora desde 1979: falou directamente com a líder de Taiwan, território que Pequim considera como parte da China e cuja soberania é reconhecida por apenas uma vintena de nações desde que, em 1971, a ONU reconheceu a República Popular da China como “única representante” chinesa nas Nações Unidas.

A conversa telefónica de Trump com Tsai Ing-wen, que durou 10 minutos, mereceu, inicialmente, uma resposta suave de Pequim, que, através da imprensa estatal, se limitou a dizer que foi a “inexperiência” que levou o presidente-eleito dos EUA a aceitar o telefonema da líder de Taiwan, ao mesmo tempo que a diplomacia chinesa apresentava um protesto formal a Washington. Mike Pence, o vice-presidente, não demorou a entrar em modo de controlo de danos, afirmando que se tratava de “uma tempestade num copo de água” e que Trump se limitou a receber os parabéns pela eleição.

Saiba mais, nesta edição do Jornal Mercado, Já nas bancas. 

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