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Crise: Equador corta salários de altos cargos, vende edifícios e avião

10/08/2017 - 15:47, Global Report

Funcionários públicos “de nível hierárquico superior” terão corte salarial de 10%.

Por Dinheiro Vivo | Lusa 

O presidente do Equador anunciou, na segunda-feira, um conjunto de medidas de austeridade que incluem reduzir os salários mais elevados de funcionários, vender edifícios públicos e mesmo um dos dois aviões presidenciais. “A situação económica requer medidas de austeridade, sim, mas [que] não afectem os mais pobres da pátria. Já o disse e mantenho”, afirmou Lenín Moreno, numa mensagem transmitida pela televisão.

“Estou disposto a pôr à venda um dos dois aviões que a presidência usa para as deslocações das autoridades máximas e de altos funcionários”, afirmou o chefe de Estado, acrescentando que “os automóveis de luxo do Governo serão vendidos imediatamente”. Moreno, que tomou posse em Maio, ordenou ainda o corte “em 10% do salário de todos os funcionários públicos de nível hierárquico superior, ou seja, aqueles que recebem uma remuneração mais elevada”, detalhou o chefe de Estado equatoriano. Também vão ser vendidos “todos os bens imóveis” na posse da empresa estatal Inmobiliar, e o dinheiro angariado com as transacções será investido no programa “Casa para Todos”, uma iniciativa governamental para gerar emprego e oferecer o “acesso à habitação às famílias mais pobres do país”.

“A recuperação da economia ainda é subtil e, para se conseguir que seja permanente, precisamos do esforço de todos. Com acções económicas criativas e, repito, pensando sempre nos mais pobres, seguiremos em frente”, sublinhou Lenín Moreno.

O presidente equatoriano também indicou que o Governo vai cumprir todas as “obrigações internas e externas” e transmitiu aos investidores uma mensagem de confiança, afirmando que os “seus direitos serão respeitados”. “A nossa palavra será sempre honrada”, frisou.

Na semana anterior, Moreno retirara “todas as funções” que competem ao seu vice-presidente, Jorge Glas, na sequência da disputa surgida entre ambos e das críticas deste último à sua gestão. Glas criticou de forma aberta o chefe de Estado, alinhando-se assim com o ex-presidente Rafael Correa.

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