Mercado

Eurogrupo recusa Londres como centro financeiro da UE

02/12/2016 - 11:35, Global Report

Não podemos permitir que o centro financeiro da Europa esteja fora desta, diz Jeroen Dijsselbloem.

Por Paulo Narigão Reis 

Faz sentido manter o centro financeiro da União Europeia num país que optou por sair da mesma? A lógica recomenda que não, e o presidente do Eurogrupo partilha, naturalmente, o que parece ser uma lógica inatacável.

As autoridades europeias, de Jean-Claude Juncker a Mario Draghi ou a Martin Schultz, têm dito, nos últimos meses, que não existirá Brexit “à la carte”: se o Reino Unido quiser manter a ligação ao mercado único, tem de aceitar todas as liberdades de circulação, incluindo a de pessoas.

Não haverá regras especiais para os britânicos, nem para a City londrina. Foi isso mesmo que Jeroen Dijsselbloem disse esta semana na Comissão de Assuntos Económicos e Financeiros do Parlamento Europeu.

“Não podemos permitir a um terceiro país ter acesso e direitos de ‘passaporte’ aos mercados de serviços financeiros na Europa, se ao mesmo tempo lhe permitirmos desviar-se dos requisitos bancários, regras de protecção dos consumidores ou do que seja”, afirmou o presidente do Eurogrupo, em mais uma resposta europeia à leviandade – e mesmo arrogância, basta olhar para as palavras que costumam sair da boca de Boris Johnson, o responsável pela diplomacia britânica – com que Downing Street está a tratar as negociações para o divórcio do Reino Unido.

Saiba mais, nesta edição nº80 do Jornal Mercado, já nas bancas. 

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