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Europa reforça exploração de Marte com mais 480 milhões USD

12/12/2016 - 15:05, Global Report

A Agência Espacial Europeia informou que o programa europeu de exploração do planeta Marte, designado ExoMars 2020, vai ter uma verba adicional.

A Agência Espacial Europeia (ESA) informou que o programa europeu de exploração do planeta Marte, designado ExoMars 2020, vai ser reforçado com uma verba adicional de 480 milhões USD para prosseguir os objectivos inicialmente traçados para este projecto.

A informação surge um mês depois de o módulo de aterragem Schiaparelli (elemento da missão ExoMars 2016) se ter despenhado na superfície de Marte.

O dinheiro para a ExoMars faz parte de um total de 11 mil milhões USD para programas espaciais que os 22 Estados-membros da ESA aprovaram numa reunião ministerial de dois dias em Lucerna (Suíça).

A ExoMars, uma missão europeia e russa, enviou este ano uma sonda para a órbita de Marte (para detectar gases, em particular metano) e um módulo de aterragem de testes.

O objectivo é procurar sinais de vida passada ou presente. Por outro lado pretendia-se preparar o terreno para a segunda parte da ExoMars, com o envio de um robô para o solo de Marte em 2020.

O módulo Schiaparelli despenhou–se devido à falha de um sensor: “pensou” que já tinha aterrado, por isso libertou o pára-quedas e desligou os motores quando se encontrava a 3,7 quilómetros do solo.

“Foi uma experiência. Aprendemos com as coisas que correm mal e com as coisas que correm bem numa experiência”, destacou David Parker.
O programa ExoMars 2020 “continua a ser cientificamente convincente, não existe qualquer outra missão planeada para estudar a superfície de Marte”, concluiu.

O director-geral da ESA, Jan Woerner, disse que os cientistas precisam agora de trabalhar muito para conseguirem cumprir o calendário do robô marciano, especialmente porque um atraso da missão para lá de 2020 não era uma opção. “Não é fácil, mas estamos confiantes de que seremos bem-sucedidos”, disse.
O financiamento inclui cerca de 860 milhões USD para o papel da Europa na Estação Espacial Internacional (ISS). Os Estados-membros da ESA também aprovaram um compromisso para estender a participação europeia na ISS até 2024, o que permitirá enviar mais astronautas europeus para a estação espacial.
O astronauta europeu Thomas Pesquet chegou à ISS no mês passado, cerca de cinco meses depois do regresso à Terra do primeiro astronauta britânico, Tim Peake.

Entre os programas que não foram totalmente apoiados pelos Estados–membros da ESA está a Asteroid Impact Mission, que ia fazer parte de uma missão para explorar como desviar um asteróide em rota de colisão com a Terra, situação celebrizada no filme Armageddon, de 1998, em que o actor Bruce Willis é o líder de estranha equipa que é enviada para destruir um asteróide e salvar o planeta Terra.

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