Mercado

Investidores britânicos à procura de negócios em Angola

15/10/2015 - 11:11, Europa, Global Report

As trocas comerciais entre Angola e Reino Unido estiveram avaliadas em 1,4 mil milhões USD em 2014, mas para o ano corrente prevê-se redução face à queda do barril de crude.

Por Caco Ferraz | Fotografia JA Imagens

Nove empresas do Reino Unido ligadas ao ramo petrolífero integraram uma delegação do Conselho Industrial de Energia (EIC, na sigla inglesa), que pela segunda vez está no País, para explorar novas oportunidades de investimento e parceria com empresas nacionais e estrangeiras que actuam localmente.
Os britânicos apresentaram na última semana os seus objectivos e metas nos negócios do petróleo para empresas nacionais e estrangeiras no País, aquando de encontros com responsáveis de congéneres petrolíferas locais com o objectivo de fortalecer as relações comerciais existentes e criar novas entre o Reino Unido e Angola.
As empresas britânicas estão no País para compreender a dinâmica da indústria petrolífera e do gás, fomentar e reforçar o relacionamento entre operadores, empresas contratadas e fornecedores.
A delegação reuniu-se com quase 50 empresas nacionais no intuito de compreender a cultura empresarial local, havendo possibilidade de estabelecer alianças, pesquisa de oportunidades de projectos específicos e aconselhamento sobre procedimentos de pré-qualificação.
O director para o Médio Oriente e África da EIC, Terry Willis, disse aos jornalistas que o Conselho Industrial de Energia esteve em Angola, em Fevereiro do ano passado, com 13 empresas britânicas do sector petrolífero.
Quanto aos resultados que obtiveram no ano passado, explicou que as oportunidades de parceria existem, mas são difíceis pô-las na prática devido à legislação e a maneira diferente de fazer negócio, que ainda são grandes desafios para os dois países.
O Conselho Industrial de Energia é uma associação comercial com 70 anos de existência e parceira de 700 empresas no mundo, fornecendo serviços fundamentais para a indústria energética.
Terry Willis explicou que a associação oferece serviços que facilitam as empresas a manterem o seu negócio a nível do mundo.
Apesar da queda do preço do petróleo, o director para Médio Oriente e África disse que é um período bom para fortificar as relações, porque os resultados dependem da forma como cada país olha para a sua economia e para o seu orçamento.
“Os resultados vão ser bons”, afirmou optimista, ao mesmo tempo que manifestou preocupação em relação a problemas de escassez de divisas em Angola, pois não ajudam na obtenção de resultados preconizados.
Além de Angola, a EIC tem realizado eventos similares em Moçambique, Tanzânia, Argélia, Líbia. Nas próximas duas semanas, a associação vai ao Gana, enquanto para 2016 a meta é chagar até ao mercado petrolífero da Nigéria.

Agricultura e ambiente
Em declarações à imprensa, à margem do encontro de negócios entre empresas britânicas e nacionais do ramo petrolífero, o embaixador britânico em Angola disse que as trocas comerciais entre os dois países registaram um aumento de 30% de 2013 a 2014. Entretanto, admitiu que a queda no preço do petróleo vai influenciar para a redução do nível de crescimento no ano corrente, mas esclareceu que os desafios no sector não petrolífero vão continuar a aumentar.
Ao referir que o ramo petrolífero é o mais predominante na parceria existente, John Dennis afirmou que a cooperação alargou-se para as outras áreas, designadamente financeira e jurídica.
O diplomata disse também que o interesse das empresas britânicas em estabelecer parceria na indústria petrolífera vai ajudar Angola a pôr em prática os novos desafios enfrentados resultantes da baixa do preço.
“Existe confiança (…) e o futuro vai ser melhor, pois as nossas empresas são parte deste futuro”, assegurou.
John Dennis lembrou que o seu país tem igualmente experiência elevada no sector agrícola e ambiental, duas áreas que estão identificadas para criar oportunidades de investimentos.
Face ao interesse de investidores britânicos nos ramos agrícola e ambiental, uma comitiva com empresas destes dois ramos visita Angola em Novembro próximo para estabelecer contactos e parcerias, enquanto para Fevereiro de 2016 está agendada uma visita a Luanda do governador da cidade de Londres.

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1 Comentário

  1. Valdir 01/03/2016 - 13:20

    Continuo na busca de um investidor para um projecto já estruturado em Angola: Agroindústria etc…
    E-mail: valdivielsocesar@gmail.com

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