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Israel aprova lei que limita os salários dos banqueiros

29/03/2016 - 16:43, Global Report, Médio Oriente

A iniciativa é do ministro das Finanças que adianta que a legislação também se aplica às empresas de seguros.

Israel aprova uma lei para limitar os salários dos banqueiros. É uma iniciativa do Governo, apresentada pelo ministro da Finanças, Moshe Kahlon, que acrescentou que a lei também se aplica às empresas de seguros, no que representa mais um esforço para reduzir disparidades salariais, noticia o The Guardian.

Esta lei de Israel é das mais restritivas e difíceis do mundo no que tem a ver com os salários dos executivos e tem em atenção todos os factores que possam criar iniquidade salarial.

A legislação, uma iniciativa de Moshe Kahlon promovida mesmo antes das eleições parlamentares do ano passado, foi aprovada no parlamento israelita com a expressiva votação de 56-0 e entrará em vigor dentro de seis meses.

A remuneração dos banqueiros é uma questão sensível em Israel. De acordo com o Comité de Finanças do Parlamento, os salários no sector financeiro aumentaram consideravelmente nos últimos anos – representa um quarto das 40 empresas em Israel com maiores remunerações.

“Há um significado moral para além do significado económico na presente lei”, disse o ministro das Finanças. “Simboliza a diminuição das disparidades salariais, solidariedade e consideração pelos mais fracos”, disse Kahlon, citado pelo The Guardian.

A lei nova, que também se aplica às companhias de seguros, limita a remuneração total dos funcionários a um limite máximo de 2,5 milhões de shekels por ano (cerca de 651.78 dólares), ou  menos de 44 vezes o salário do trabalhador menos bem pago da empresa. Se estes tectos forem superados, as remunerações ficarão sujeitas a taxas mais altas. A remuneração dos banqueiros seniores subiu para até 8 milhões de shekels por ano, um grande múltiplo do salário médio em Israel que é de 115.000 shekels.

Associação de Bancos de Israel disse que a lei poderia perturbar as relações de trabalho no sector financeiro, e um porta-voz disse que a Associação pondera recorrer da decisão para o Supremo Tribunal.

Nos EUA as empresas financeiras estão obrigadas a divulgar o rácio de compensações, mas não existe um limite. Na Europa, a revisão da directiva relativa aos direitos dos accionistas propõe um maior envolvimento na vida das empresas, incluindo as remunerações, dando-lhe o direito de votar a cada três anos sobre a política de remuneração da empresa.

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