Mercado

O futuro pode ser servido numa chávena de café

03/01/2017 - 11:35, Global Report

Não fundou o Starbucks, mas transformou um café de Seattle numa empresa presente em 75 países.

Por Fernanda Mira

Amo tanto esta empresa como a minha própria família.” Foram as palavras escolhidas por Howard Schultz para anunciar o seu abandono do cargo de CEO da maior empresa de cafetaria do mundo. Para o cargo de CEO foi escolhido Kevin Johnson, amigo e actual director operacional da empresa. A passagem de testemunho terá lugar no próximo mês de Abril. Quanto a Schultz, irá ocupar o lugar de chairman, e são muitos os que já o colocam como possível candidato democrata às próximas eleições presidenciais dos… Estados Unidos.

Mas como é que Schultz, 63 anos, um homem oriundo de uma família pobre dos arredores de Brooklyn, superou as adversidades e transformou um café pitoresco de Seattle na maior cadeia de cafés na Terra?

Quando frequentava o ensino secundário, Schultz jogava futebol americano e conseguiu uma bolsa de estudos para a Northern Michigan University. Quando chegou à faculdade, cedo percebeu que, afinal, não ia jogar futebol. Para pagar os estudos de comunicação, pediu empréstimos, teve vários empregos e chegou a vender o seu sangue para ter dinheiro.

Sem saber exactamente qual a carreira que deveria seguir, continuou a experimentar várias ocupações. Passou pelo programa de treino de vendas da Xerox, onde obteve experiência a fazer chamadas e a vender processadoras de texto em Nova Iorque. Após três anos, aceitou um emprego na Hammarplast, uma empresa de utensílios domésticos. Aqui progrediu na empresa, subiu até vicepresidente e gerente-geral, liderando uma equipa de vendedores no escritório dos EUA em Nova Iorque. E foi na Hammarplast que encontrou pela primeira vez a Starbucks. Schultz ficou impressionado com a paixão dos empregados do café e dos proprietários pela sua coragem em vender um produto que apelava apenas a um pequeno nicho de entusiastas do café.

A carreira de Schultz – e o destino da Starbucks – mudou para sempre quando a empresa o enviou a uma feira de utensílios domésticos em Milão.

Enquanto caminhava pela cidade, encontrou vários cafés onde os proprietários conheciam os seus clientes pelo nome e lhes serviram bebidas de café como cappuccinos e lattes.

Schultz teve uma “epifania” no momento em que entendeu a relação pessoal que as pessoas podiam ter com o café.
Nos últimos 28 anos, Schultz fez a cadeia de cafés crescer ao ponto de incluir 21 mil lojas em 75 países. “Sempre fui focado e ambicioso”, diz Schultz, que chama “parceiros” a todos os funcionários.

À medida que a Starbucks continua a crescer – tem vendas anuais de mais de 16 mil milhões USD –, a fortuna de Schultz também a acompanha. O seu património líquido está estimado em 3 mil milhões USD.

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