Mercado

OCDE prevê crescimento da economia mundial de 3,5% em 2017 e 3,7% em 2018.

04/12/2017 - 16:11, Global Report

rganização reconhece “sinais positivos”, mas duvida de que sejam suficientes para manter crescimento em 2019.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê um crescimento da economia (PIB) mundial de 3,5%, em 2017, e de 3,7%, em 2018, mas ressalva ser insuficiente para prolongar o efeito a 2019, quando deverá desacelerar.

Nas suas projecções, a organização mantém o crescimento económico para 2017 em 3,6% – a mesma percentagem divulgada em Junho passado – e aumenta a estimativa para 2018, de 3,6% para 3,7%.

A economista-chefe da organização, Catherine Mann, no relatório semestral de estimativas da OCDE, reconhece os “sinais positivos”, como a recuperação do investimento das empresas, mas diz não serem suficientemente firmes para o efeito positivo se prolongar durante 2019, quando a economia deverá desacelerar (3,6%). A OCDE diz mesmo, num aviso aos investidores, que os preços dos activos estão demasiado altos para uma economia global que atingirá o crescimento máximo em 2018, alertando para o perigo de queda assim que os estímulos fornecidos pelos bancos centrais forem reduzidos e, posteriormente, retirados.

Catherine Mann ressalva que o cenário de uma nova crise global, como a de 2008, não se coloca actualmente, mas avisa de que um novo colapso nos mercados poderá ter efeitos negativos na economia real. E, nesse caso, quer os governos, quer os bancos centrais terão pouca ou nenhuma capacidade de reacção. “Os governos têm de pôr em marcha mudanças políticas mais profundas para  canalizar  investimento, produtividade e os aumentos salariais  para  conseguir  alcançar  um crescimento mais inclusivo”, disse Catherine Mann, citada pela agência Efe.

A OCDE diz também que, apesar do crescimento económico, ainda não foram alcançados os níveis de rendimento por pessoa (per capita) registados antes do início da crise, em 2008.

As maiores subidas nas projecções, face às divulgadas no Verão, são novamente as da zona euro, de 2,4%, em 2017, três décimas mais do que em Junho, e de 2,1% em 2018, duas décimas mais.

Reino Unido a cair

As perspectivas para os Estados Unidos registam uma ligeira melhoria (2,2% em 2017 e 2,5% em 2018), as do Reino Unido confirmam a tendência de queda deste ano – uma décima mais, até 1,5% – e um leve aumento de duas décimas em 2018, até 1,2%, graças ao impacto positivo resultante do período de transição acordado entre Londres e Bruxelas para a saída do Reino Unido da União Europeia.

A China também melhora as estimativas, com um aumento do PIB, em 2017, de 6,8% – duas décimas mais e 6,6% em 2018 também dois pontos acima , graças à força do sector de serviços e a algumas indústrias estratégicas.

O endividamento no sector privado e nas famílias gera preocupação na OCDE, especialmente em países como a China.

A OCDE, fundada em 1961, com sede em Paris, tem 35 países-membros de todo o mundo, incluindo nações desenvolvidas e nações emergentes como o México, o Chile e a Turquia.

Dinheiro Vivo

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