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Partido de Merkel reúne-se em congresso para lançar campanha de reeleição

06/12/2016 - 11:45, Europa, Global Report

Na liderança da CDU há 16 anos, Merkel, a única candidata à sua sucessão, candidata-se, esta terça-feira, a um nono mandato como líder do partido, o que é sinónimo de uma candidatura à chancelaria.

Por Observador

A União Democrata-Cristã (CDU), partido da chanceler alemã, reúne-se, esta terça e quarta-feira, em congresso para lançar a batalha pela reeleição de Angela Merkel para um quarto mandato, em 2017, e deter o populismo.

A própria Angela Merkel admitiu que a próxima campanha será “a mais difícil”, após meses de debates e de críticas sobre a sua decisão de abrir as portas da Alemanha a cerca de 900.000 refugiados.

Na liderança da CDU há 16 anos, Merkel, a única candidata à sua sucessão, candidata-se, esta terça-feira, a um nono mandato como líder do partido, o que é sinónimo de uma candidatura à chancelaria. O resultado obtido será atentamente escrutinado para avaliar o entusiasmo interno perante as legislativas que se realizam provavelmente em Setembro do próximo ano.

Apesar de a decisão de se recandidatar, após 11 anos no poder, ter sido recebida com circunspecção por alguns comentadores, 64% dos alemães aprovam essa escolha, segundo uma sondagem recente – um número tranquilizador, depois de Merkel ter caído a pique nos estudos de opinião efectuados no final de 2015 e início de 2016, em plena crise migratória.

O ponto alto do congresso será o discurso que a chanceler vai proferir perante 1.001 delegados, que lançará a sua corrida para um novo mandato de quatro anos e lhe dará oportunidade de apresentar as linhas gerais do seu programa eleitoral.

Na sua declaração de candidatura, a 20 de Novembro, Merkel limitou-se a falar de princípios, como a defesa dos valores democráticos perante a ascensão dos populismos no mundo, como as vitórias de Donald Trump e do ‘Brexit’ ou o fenómeno Marine Le Pen em França.

A chanceler alemã deverá também sublinhar as diferenças que a separam dos social-democratas do SPD, com quem actualmente governa, mas que esperam arrebatar-lhe a chancelaria em 2017.

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