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50 mil pessoas esperadas na Baía de Luanda

18/05/2018 - 10:01, + Mercado

Pelo sexto ano consecutivo, a Baía de Luanda acolhe o maior festival de música, Sons do Atlântico, onde se esperam 50 mil pessoas, no dia 26 de Maio, para vibrar com os 10 nomes que fazem parte do cartaz da festa.

Por Edjaíl dos Santos

A organização preparou um cartaz com nacionais e internacionais, com destaque para Yuri da Cunha, Edmázia Mayembe, Bruna Tatiana, Elenco da Paz, Army Squad, Banda M’vula, a dupla de afro-houseMafikizolo (África do Sul), Johnny Ramos (Cabo Verde), Dina Medina (Holanda) e o grupo HMB (de Portugal), que, ao longo do espectáculo, vão actuar de forma intercalada entre dois palcos, Tigra
e Atlântico.

Micaela Felizardo, gestora de projectos da Showbiz, adianta que as expectativas são enormes e desta vez trazem mais qualidade do que o habitual. “Uma das grandes novidades para esta edição é que vamos trazer uma maior participação de restaurantes, que vão prestar serviços na nossa área de restauração. Não obstante isso, os ingressos serão comercializados por 1500 Kz para a plateia geral e 10 mil para a zona frente ao palco”, aclara Micaela.

“As expectativas são altas como em todos os anos têm sido, porque ano após ano a qualidade tem aumentado tendo em conta a crescente melhoria do evento. Desta vez trazemos um cartaz diferente, há três anos que mantemos a existência de dois palcos, dois ou três artistas internacionais e um artista que nos remeta sempre ao passado, anos 90 ou princípio de 2000”, enquadra a responsável da Show Biz.

Para este ano, o evento voltará ao espaço defronte ao Largo do Baleizão, depois de no ano passado um diferendo com o Governo Provincial de Luanda ter “atirado” o espectáculo para uma zona junto ao Porto de Luanda.

“O ano passado foi o mais difícil porque, com apenas um mês de antecedência, avisaram-nos de que não podíamos fazer o espectáculo no local onde estávamos habituados”, confidenciou Micaela Felizardo. Um total de 50 mil ingressos foi disponibilizado ao público, sendo que se espera muito consumo e muitos resíduos pelo recinto do espectáculo, daí a organização se ter aliado a uma empresa de reciclagem que vai recolher e reaproveitar todo o lixo do festival, um projecto denominado “Sons Lixo Zero”.

O espectáculo tem sido cada vez menos usado como um meio estratégico do banco Millennnium Atlântico e começa a ganhar novos patrocinadores, como por exemplo a cerveja Tigra, que nos últimos anos tem apoiado o evento. “Perspectivamos nos próximos anos colocar o festival na agenda africana de espectáculos, queremos que as pessoas saiam dos seus países e venham a Angola assistir ao Sons do Atlântico”, augura Micaela Felizardo.

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