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A arte da Diáspora africana

03/09/2015 - 11:57, + Mercado, Life & Arts

A colecção privada de Camille O. e William H. Cosby Jr. é revelada pela primeira vez ao público, em Washington.

1. Precious Memories
Varnette Honeywood, 1984 - Collection of Camille O. and William H. Cosby Jr.
2. Blind Musician
Jacob Lawrence, 1942 - Collection of Camille O. e William H Vosby Jr.
3. Reliquary guardian head
Fang artist, Gabon, late 19th to early 20th century
4. Mask
Nuna artist, Burkina Faso, Mid-20th century

Uma das colecções particulares mais relevantes do mundo da arte afro-americana, africana e americana está no Museu Nacional de Arte Africana, do Smithsonian, em Washington, integrada na exposição Conversations: African and African American Artworks in Dialogue. Ao espólio do museu acrescentou-se a notável colecção de Camille O. e William H. Cosby Jr. , e assim se celebra o 50.º aniversário do Museu de Arte Africana, uma instituição fundamental na promoção de um diálogo entre África e a Diáspora africana. As 62 pinturas, esculturas, instalações e têxteis da colecção Cosby complementaram as 100 obras de arte tradicional, moderna e contemporânea reunida pelo museu, numa multidisciplinar abundância de cultura.

Uma conversa em exposição
Espiritualidade; Presença Humana; Poder e Política; Memória, Família e Atmosfera Doméstica; Natureza e Metáfora; Música e Cultura Urbana, são os grandes temas que organizam esta exposição. A mostra foi desenvolvida numa curadoria conjunta de David C. Driskell, artista e estudioso das artes de África e da Diáspora Africana; Adrienne L. Childs, um académico independente; Christine Mullen Kreamer, vice-directora do museu; e Bryna Freyer, curadora do Smithsonian.
É a primeira vez que a colecção Cosby, no seu conjunto, é apresentada ao público, ainda que não o tenha sido na sua totalidade, uma vez que Camille e Bill Cosby começaram a adquirir as suas mais de 300 pinturas, gravuras, esculturas e desenho há mais de quatro décadas, muito mais a partir de um gosto pessoal do que como forma de investimento. Na organização da colecção privada do casal está a crença que as famílias afro-americanas devem preservar a sua história cultural, e a arte é um meio essencial par ao fazer. Para a directora do museu não há dúvida de que “a exposição vai incentivar todos nós a criar a partir da criatividade de África na procura das linhas que tecem a nossa história comum”. Para Camille O., a arte pode “fazer acordar ou dar o empurrão na direcção certa”. E nesse sentido o modo como a mostra se organiza é uma forma de estruturar inquietações na procura dessas respostas: a Presença Humana explora a amplitude e a dignidade do indivíduo. Também por isso, o museu tem uma mensagem para os visitantes onde repudia o comportamento de Bill Cosby que entretanto foi revelado.

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