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Antologia de Poesia “Cal & Grafia” de José Luís Mendonça

09/12/2016 - 14:17, + Mercado, Life & Arts

O conjunto da sua obra literária aborda a dimensão política e ideológica, bem como as interacções que a história recente de Angola levanta. A obra actual permite anotar as possibilidades de evolução da arte do poema.

Por Estêvão Martins

estevao.martins@mediarumo.co.ao

O lançamento da antologia de poesia “CAL & GRAFIA”, de José Luís Mendonça, primeiro Prémio Nacional Cultura e Artes 2015, no Camões – Centro Cultural Português, em Luanda, teve a apresentação de Ângelo Pereira. Segundo o autor, desde “Chuva Novembrina” (1981) ao mais recente poemário “Esse país chamado corpo de mulher” (2011), que totalizam três décadas de poesia, a presente antologia oferece uma visão de conjunto que permite anotar as possibilidades de evolução da arte do poema, através de um rigoroso processo selectivo que privilegiou a qualidade e a inovação temático-formal. “Este livro dos meus livros inclui, assim, os poemas que considero definitivamente concluídos”, disse.

Esta segunda edição da antologia “CAL & GRAFIA” é agora actualizada em extensão, pois a pena do autor celebra já trinta anos de poesia publicada.
Sobre a obra, o crítico Manuel Ferreira refere que José Luís Mendonça é “uma das vozes poéticas que continuam e vão prolongar o prestígio da melhor poesia angolana”. Já o escritor António Quino afirma que “essas três instâncias, designadamente razão, trabalho e disciplina, condensadas na criatividade, valorizam a qualidade poética de José Luís Mendonça”.

“Dos nomes revelados ao longo dos anos 80 na poesia angolana produzida no País, José Luís Mendonça é um dos que mais se destacam pela vitalidade, rigor e continuidade da sua produção”, refere Francisco Soares.

José Luís Mendonça nasceu em Angola, em Novembro de 1955, na comuna da Mussuemba, município do Golungo Alto. Licenciado em Direito pela Universidade Católica de Angola, é jornalista e poeta. Actualmente, está ligado profissionalmente às Edições Novembro-EP, onde exerce o cargo de director e editor-chefe do Jornal Cultura.

Autor de várias obras de poesia, de contos e de um romance, fez a sua aparição no mundo das letras angolanas com “Chuva Novembrina”, obra à qual foi atribuído em 1981 o Prémio Sagrada Esperança pelo INALD – Instituto Nacional do Livro e do Disco.

Em 2005, o Ministério da Cultura atribuiu-lhe o Prémio Angola Trinta Anos, na disciplina de Literatura, pela sua obra poética “Um Voo de Borboleta no Mecanismo Inerte do Tempo.

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