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BJAP quer descobrir novos artistas angolanos

28/12/2017 - 14:49, + Mercado

A Brigada de Jovens Artistas Plásticos promove em 2018 programas de formação e intercâmbio com o objectivo de estimular o gosto pela cultura e despertar as capacidades criativas dos jovens artistas.

Por André Samuel | Fotos Carlos Muyenga

Desenho Artístico, Pintura Artística, Escultura, Gravura, Fotografia, Tecelagem, Cerâmica, Performance Artística, Cartoon e Instalação são as áreas contempladas  pelos programas, revela o coordenador da BJAP, Artur Mussungo, à margem da abertura da exposição do membro da BJAP Armando Scoot, na Galeria Hall de Lima. O evento serviu também para homenagear o artista e o coleccionador de arte e empresário Nuno Pimentel, pelos contributos prestados na expansão e promoção das artes plásticas no País e no exterior.

Adão Mussungo avança que o ADN da brigada comporta a promoção da pesquisa e estudo das artes plásticas e outras formas de expressão culturais nacionais. Para o efeito, pretendem promover seminários, colóquios, workshops e outras actividades culturais no sentido de elevar o nível artístico dos seus membros.

De acordo com o coordenador da brigada, o passo seguinte será estabelecer protocolos de parcerias e cooperação de intercâmbio com outras organizações congéneres, tanto nacionais como internacionais. Está também prevista a criação de núcleos da brigada em Cabinda, Benguela, Huambo e Huíla.

“Queremos com isso vincular as actividades da BJAP no processo de desenvolvimento e consolidação cultural angolana”, ressalta. A brigada conta com 250 associados, destacando-se Serafim Sernão, Anderson Zola (Andgrift), Mayomona Zua, Pedro Mambo, Ladislau Kusseca, Vanda Eugénio e Júlio Pinto. A BJAP mantém a aposta da representação dos associados e na ampla divulgação dos trabalhos em 2018, a que se junta um prémio anual dedicado à arte desenvolvida por jovens quer sejam ou não associados.

O programa anual já existente, denominado Reviver Manguxi, tem continuidade assegurada. “A exposição Reviver Manguxi em Sagrada Esperança é uma forma didáctica que os artistas viram para retractar os poemas de Agostinho Neto do livro Sagrada Esperança nos mais variados sectores das artes plásticas, de forma a levarmos as pessoas a reflectir sobre os poemas do poeta maior.”

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