Mercado

Moisés Alfredo

20/10/2015 - 14:09, Brunch with

O empresário diz ser um jovem dinâmico e respeitador dos princípios basilares da sociedade, partilhando connosco a sua filosofia de vida. O convidado desta edição do Brunch With… é o jovem empresário angolano Moisés Alfredo, de 32 anos, sócio da Go Transfers, considerada pelo banco central a terceira do mercado de câmbios e envio de […]

O empresário diz ser um jovem dinâmico e respeitador dos princípios basilares da sociedade, partilhando connosco a sua filosofia de vida.

O convidado desta edição do Brunch With… é o jovem empresário angolano Moisés Alfredo, de 32 anos, sócio da Go Transfers, considerada pelo banco central a terceira do mercado de câmbios e envio de valores monetários para o exterior do País.

Os seus negócios expandem-se também pelos sectores alimentar, da saúde e da construção civil. O empresário é uma pessoa bastante acolhedora, à vontade, tornando a conversa prazerosa. A Esplanada do Hotel Trópico foi, mais uma vez, o local escolhido para a realização da nossa conversa, por ser um espaço agradável e acolhedor.

“Amoráfrica”, como é carinhosamente conhecido, teve uma infância que ele considerou perfeita até certo período. “Infelizmente, perdi a minha mãe aos 11 anos”, o que tornou a vida complicada. “Mas, graças a Deus, o meu pai conseguiu dar-me boa educação”, lembra.

Fez o ensino primário em Luanda, na Escola Dom Moisés, no bairro Vila Alice. O secundário foi dividido entre Portugal e África do Sul. Começou o ensino universitário em Angola, depois regressou a Portugal a fim de concluir a formação superior, mas por razões pessoais voltou a Angola sem a conclusão dos estudos, contrariando o objectivo que o levou a emigrar para a terra de Camões.

Moisés Alfredo diz ser um jovem dinâmico e respeitador dos princípios basilares da sociedade, na qual a família e o próximo ocupam especial destaque. Casado e com dois filhos, afirma ser um excelente pai e disposto a fazer tudo por eles, Júlia e Martim.

“Sinto-me feliz por educar os meus filhos, respeitar a família e o meu trabalho.” Para além de ser um empreendedor, Moisés Alfredo considerase um amante da noite angolana, faz parte do projecto “Cod: Chik” que visa dinamizar a discoteca Swicht, no Hotel Epic Sana. Também participa no projecto “Kumoxi”, que promove a cultura.

Neste momento está a preparar uma peça teatral com actores brasileiros e angolanos com intuito de haver maior interacção entre as duas culturas teatrais. Moisés tem o lado descontraído, contudo, o seu hobby favorito é ser DJ nas horas livres.

Embora toque todo o tipo de música, o que mais aprecia é house music e electronic music, tendo como referência internacional os DJ Hardwell, ArmyAmbur e Stephen Hoke. Ainda assim, não dispensa a música clássica, principalmente quando o intérprete for o italiano Andrea Bocelli.

Sou viciado em ginásio. Faço ginástica todas as manhãs, antes de começar a minha jornada laboral. Pratiquei judo por muitos anos.

É o meu desporto favorito”, disse. Acredita ser um cidadão do mundo, razão pela qual tem dificuldade de dizer em que lugar se sentiria melhor, mas admite ter preferência por Mónaco, apesar de muitas vezes viajar por Lisboa e Barcelona.

Está sempre disposto para ajudar os outros. “Considero-me uma pessoa bondosa, tendo como maior defeito a teimosia.” “Não tenho manias, a minha filosofia de vida é viver bem, com qualidade, viver do trabalho e estar sempre de bem com a vida.

” Moisés Alfredo tem como preferência os pratos típicos da terra, embora goste também da gastronomia internacional. Gosta de comer rojões com arroz e feijão confeccionado no restaurante Pimms.

Início da vida empresarial

Ingressou para o ramo empresarial muito cedo, após a morte do seu pai, motivo que o levou a abandonar os estudos quando frequentava o 3.º ano do curso superior de Direito em Portugal.

Com a morte do pai, Moisés Alfredo passou a gerir os empreendimentos, entre os quais o colégio Afrilaure, em Viana, existente desde 1995. Terá sido esta a primeira experiência empresarial. Com o passar do tempo, foi trabalhar para o Gabinete de Reconstrução Nacional, onde chegou a ser chefe do departamento do Contencioso de Relações Laborais.

Após três anos no GRN, Moisés decide abandonar o cargo por opção própria, para criar uma empresa de venda de equipamentos médicos. A empresa teve sucesso, pois passou a fornecedor de vários hospitais, inclusive do próprio Ministério da Saúde.

Com os rendimentos conseguidos, Moisés decide diversificar a actividade empresarial, entrando no ramo logístico. Mais tarde, já nas vestes de empresário, decide criar a Go Transfers, uma empresa de remessas de valores para o exterior do País. Nesta empreitada, contou com a participação de outros empresários.

Neste momento, a Go Transfers tem quatro agências. “Agora, preparamo-nos para enfrentar outros voos.”

Pontos de vista, opiniões diversas…

O nosso convidado partilhou com o Mercado o seu ponto de vista quanto ao empreendedorismo. “O facto é que nós, jovens, passámos por um período difícil, em que os mais velhos não acreditavam na juventude. Hoje já se vêem jovens formados, audazes que entram nos negócios de risco.

” Na opinião do nosso convidado, o jovem angolano é empreendedor por natureza. Apesar das dificuldades que a sociedade enfrenta, mesmo assim procura forma de ter rendimento para sustentar a família.

Moisés afirma ter vários projectos em carteira, mas o actual momento da economia angolana aconselha a uma diversificação de investimentos, na qual está em fase de estudo sobre quais as melhores áreas para se poder investir, uma vez que o nosso país ainda depende maioritariamente de importações.

Falou-nos também um pouco sobre a sua visão sobre o desporto em Angola, sobretudo do futebol, que acha que é um desporto em desenvolvimento, tendo de se apostar mais na formação “Acho que os primeiros passos para a formação já foram dados, agora só tem de se esperar colher esse trabalho todo que tem sido feito pelos nossos dirigentes desportivos.” Há anos, foi adepto do judo.

“Conquistei o cinturão azul. Sou de opinião que Angola não tem escolas consistentes para o aprendizado desta modalidade por falta de patrocínios, razão pela qual está adormecida”, disse.

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