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Coco Chanel: A estilista que causou reverência no mundo das passerelles

14/02/2017 - 10:43, + Mercado, Life & Arts

Coco Chanel mudou para sempre o conceito de mulher bonita, tornando-se num ícone para as mulheres modernas de todo mundo.

Por Rosa Maria Sousa 

rosamaria.sousa@mediarumo.co.ao 

Uma história de superação e persistência, que nos mostra que na vida nem tudo é de graça, por vezes, temos de pagar um preço, mas o fundamental é saber o quão importante e quão vale a pena arriscar por este sonho. Coco avant Chanel, ou O Encontro, é um filme dramático francês que decorre em França, no século XX, retratando a trajectória de vida da bela e famosa estilista francesa Coco Chanel, desde a sua infância pobre até à criação de um império da indústria da moda, a Chanel S.A., sediada.

A película conta a biografia de Chanel, a celebridade icástica do mundo fashion, de como a sua frase “não existem mulheres feias, apenas mulheres menos arrumadas” se tornou célebre no mundo inteiro.

Tudo começou em 1893, na França, quando Gabrielle “Coco” Chanel, interpretada por Audrey Tautou, e a sua irmã Adrienne foram abandonadas aos 5 e 9 anos, no orfanato de Obazine, pelo seu pai, após a morte da mãe. Quinze anos se passaram, e as duas irmãs tornaram-se lindas moças que para sobreviver na capital tiveram de trabalhar de dia como humildes costureiras numa alfaiataria e de noite num cabaré como cantoras. Mas para Coco isso não era o suficiente, pois o seu objectivo era tornar-se numa mulher independente. Aos 20 anos, Chanel era uma mulher mal-humorada, rabugenta e com uma forte personalidade. O filme, dirigido por Anne Fontaine, percorre várias etapas da vida de Chanel, a mulher que mais influenciou a moda.

Após conhecer o barão milionário Étienne Balsan, no cabaré, um homem distinto e influente na sociedade francesa com quem teve um romance, a sua vida começou a ganhar outro rumo, e a sua irmã desistiu de se apresentar com ela como cantora, porque acreditava que iria tornar-se baronesa.
Quando Balsan se despede de Coco, após cumprir o seu regime militar, decide regressar à sua casa de campo, em Royallieu. Algum tempo depois, Coco apercebe-se da oportunidade que perdeu, toma a iniciativa de o visitar em sua casa e acaba por ficar hospedada por lá.

Com o tempo, apercebe-se de que nem tudo é o que parece ser, mas, ainda assim, a sua presença irreverente e os seus trajes pouco convencionais para a época fizeram toda uma diferença no seio da aristocracia.

Sem acreditar no amor, e sem perceber, com o tempo apaixona-se por um inglês, Arthur “Boy” Capel, o businessmande Balsan. E é fazendo roupas para o amante que Chanel desenvolve o talento de estilista. Mais tarde, decide usá-las também, ultrapassando os limites entre a vida, o amor e o trabalho. Mesmo vivendo apaixonadamente, sabia, no entanto, que nunca se casaria nem mesmo com o homem de sua vida, Boy Capel. Com um olhar clínico para a moda e com um corte de costura único, a bela francesa decidiu desafiar as convenções sociais da época com ideias inovadoras, criando um estilo próprio e singular à “mulher moderna”, que mais tarde veio a tornar-se uma “febre” na sociedade francesa e não só.

Chanel, sem incertezas, é até hoje uma mulher que inspira estilistas, mulheres na sua forma de vestir e jovens que sonham ingressar no mundo da moda e criar as suas indumentárias com um estilo próprio e inovador. Cada corte de costura e a finalização de uma confecção de roupas é a assinatura e marca do seu criador, do estilista, e ver as pessoas apreciando e elogiando o nosso trabalho é sem sombra de dúvidas recompensador e gratificante.

Este enredo foi produzido pela realizadora e argumentista Anne Fontaine, que contou com um elenco e a participação especial de Audrey Tautou (que interpretou Coco Chanel), Benoit Poelvoorde, Marie Gillan, Alessandro Nivola e Emmanuelle Devos.

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