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Diane Reeves: Fiel à essência do jazz, mas sem estagnar

03/01/2017 - 10:13, + Mercado, Life & Arts

Uma militante do jazz, sendo já uma senhora, mas foi nos anos 1980 que se tornou numa estrela, era ainda uma menina. Até hoje leva esta música por todo o mundo e com o mesmo sucesso. A vida sem dúvida continua a ser linda para Dianne Reeves.

Por Líria Jerusa

liria.jerusa@mediarumo.co.ao 

Nasceu em Detroit, Michigan, cidade americana, em 1956, filha de uma família de músicos. Aos 11 anos, o seu interesse pela música foi reforçado por um professor, que tanto a inspirou, até que então Dianne Reeves descobriu o amor pela música e tornou-se numa cantora de renome internacional.

Actualmente é considerada uma das principais expoentes do género desde 1980. Enquanto criança, Dianne teve aulas de piano na escola em Denver, cidade do Colorado onde ela e sua irmã foram criadas apenas pela mãe.

Aos 16 anos, Dianne Reeves, com dedicação e sacrifício, corria atrás do seu sonho, o de se tornar uma cantora de jazz. Teve a oportunidade de começar a cantar no liceu, no George Washington High School, em Denver.

Em 1972, a sua banda foi convidada a tocar num festival de música (Convenção da Associação Nacional de Jazz), tendo ganho o primeiro lugar, e teve a oportunidade de conhecer o trompetista Clark Terry, que se tornou seu mentor. Foi-lhe apresentada o estilo jazz de Ella Fitzgerald e de Billie Holiday, pelo seu tio Charles Burrell, um baixista da Orquestra Sinfónica de Denver, mas foi Sarah Vaughan que deixou a cantora impressionada com o seu timbre vocal.
Em 1976, Reeves mudou-se para Los Angeles, pouco de pois de ter começado a estudar música na Universidade do Colorado, tendo feito crescer o seu interesse pela música latino-americana, começou a experimentar diferentes estilos de música vocal, e, finalmente, decidiu seguira carreira de cantora. Ela conheceu Eduardo del Barrio e cantou na banda Billy Childs, tendo mais tarde se apresentado com Sérgio Mendes.

Dianne Reeves revelou-se como uma grande artista, tornando-se uma das melhores cantoras de jazz desde o final dos anos 80, era ainda uma menina. Uma vocalista talentosa, com uma voz de uma tonalidade superior e bela postura em palco. Reeves começou a gravar como líder em 1982 e tornou-se regular em importantes festivais de jazz.

As suas gravações anteriores tendiam a ser bastante eclécticas, e muitas de suas performances ao vivo incluíam originais africanos como música de inspiração. As suas primeiras experiências como cantora internacionalmente reconhecida foram nos períodos dos anos de 1983 até 1986, e, no ano a seguir, a vocalista assinou com a gravadora reactivada Blue Note/EMI, foi então o início do sucesso.

Dianne Reeves colecciona mais de 20 álbuns de sua autoria. Em 2015, lança aquele que é talvez o seu melhor álbum, Beautiful Life, depois de cinco anos sem gravar. Beautiful Life apresenta covers memoráveis. Waiting in Vain, de Bob Marley; Dreams, de Fleetwood Mac; I Want You, de Marvin Gaye, e 32 Flavors, de Ani DiFranco. As outras faixas musicais cobrem um espectro que vai do jazz ao soul, junto com duas músicas novas, Colde Satiated, que são igualmente bombásticas. Beautiful Life valeu-lhe o quinto Grammy da carreira. Até então, Dianne Reeves ganhou o Grammy de Melhor Performance de Jazz Vocal para seus álbuns Live in Concert, The Calling: Celebrating Sarah Vaughan, A Little Luar, Boa Noite e Boa Sorte (Soundtrack)e Beautiful Life, dos quais três foram consecutivos.

Recorde-se que Dianne Reeves já dividiu palco com algumas das nossas estrelas, no primeiro festival de jazz na Baía de Luanda, em 2015.

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