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E Angola vai a Londres

22/10/2015 - 11:32, + Mercado, Life & Arts

Chama-se 1:54. Um nome sui generis para uma exposição de alto nível sobre a arte africana. De 15 a 18 de Outubro.

Mimi Cherono Ng’ok
Untitled, No one but you (Dakar) series, 2014
Bobson Sukhdeo Mohanlall
Untitled # 97, circa 1960-1970
Namsa Leuba
Untitled I, Cocktail Series, 2011
JP Mika
Prétendant sapeur (le prestigieux enfant), 2015
Mauro Pinto
Ultimo testamente, 2012

Por Nilza Rodrigues | Fotografias cedidas por 1:54 Contemporary African Art Fair 

Londres apresenta 1:54. A maior feira internacional de arte africana, assim denominada por envolver os 54 países do continente, está de regresso para uma edição de alto nível, reunindo galerias, curadores, artistas, centros de arte e museus.
Já na sua terceira edição, é considerada uma plataforma da arte africana, uma mostra para o mundo, o reviver do bélico, passado e presente que há na vida em África. Cerca de 40 galerias estão confirmadas para o evento que decorre de 15 a 18 de Outubro em Somerset House.
Angola vai também marcar presença com a Galeria Tamar Golan, pela primeira vez neste certame mundial, com participação da consultora de arte nacional Adriano Maia e obras de Adalberto Ferreira (Boy Boy Toy), Paulo Kapelo e Francisco Van-Dúnem (Van).
Para além da estreia de Luanda, outras 13 galerias são oriundas do continente, uma conquista notável e que vai ao encontro dos objectivos primeiros da feira, de interagir o máximo possível com a produção cultural e de infra-estruturas em África.
Outros dois novos estreantes são a Fundação Donwahi de Abidjan e a Galerie MAM de Doula, nos Camarões. Fundadas em 2008 e 1995, respectivamente, têm contribuído para a partilha de conhecimentos e intercâmbio artístico nas comunidades locais. Enquanto a FudaçãoDonwahi vai expor obras de artistas emergentes como Mimi Cherono Ng’ok, a Galerie Mam vai à feira com Siaka Traoré Soppo.
Habitués da feira são a Nigéria, África do Sul, Costa do Marfim e Tunísia . Destaque para Joanesburgo, que regressa com trabalhos de Laurence Lemao, Ana e Mauro Pinto, e para Lagos, onde a Art Twenty One apresenta novamente Paa Joe, exibido em colaboração com o filho, Jacob Tetteh-Ashong.
Outras galerias da África Ocidental, como a Cécile Fakhoury, de Abidjan, apresentam artistas célebres como Aboudia, Cheikh Ndiaye, François-Xavier Gbré, Yeanzi e Yo-Yo Gonthier.
De Nairóbi, bons ventos. A galeria ARTLab Africa marca presença com Peterson Kamwathi, Miriam Syowia Kyambi, James Muriuki e com um novo artista, Mirkokeb Berhanu, criando uma plataforma de relacionamento entre os artistas locais e o resto do mundo.
Coincidindo com a Frieze London,uma das feiras de arte contemporânea mais importantes do mundo, o evento dá a conhecer o talento de emergentes reunindo num mesmo espaço obras de pessoas e organizações influentes no mundo das artes.
Da pintura à escultura e fotografia, a 1:54 promove ainda tertúlias e palestras com alguns dos principais pensadores do mundo das artes sobre temas como mercado e economias, a prática artística, a crítica, África como terra inspiradora, tudo sobre uma mesa-redonda, aberta à discussão e ao diálogo para se poder fazer mais e melhor. Ou diferente.Entusiastas da arte e amantes da cultura, a oportunidade é única e singular para estar de perto com a arte africana.

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