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As Cores da serpente: Poder da arte em documentário

06/12/2017 - 16:21, Life & Arts

Depois de um ano a ser exibido em várias salas, o filme sobre a força das pinturas murais estreou na Baía, Brasil, na última quarta-feira.

Por Redacção | Fotografia Njoi Fontes

O filme acompanha a transformação da serra de Leba pelo olhar da arte do grafite e as pinturas murais realizadas por artistas plásticos angolanos na província do Namibe, que ficaram registadas num documentário realizado pelo jornalista e cineasta baiano Juca Badaró e pela produtora Renata Matos, ambos naturais da Baía, Brasil.

O projecto foi inicialmente apresentado ao público durante as actividades culturais da denominada Semana dos Murais da Leba, realizada no ano passado, nas instalações do Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA), em Luanda, em parceria com o projecto Murais da Leba – Angola 40 Anos.

O documentário faz um retrato afectivo do processo de criação dos artistas envolvidos na pintura dos murais da serra de Leba, uma deslumbrante formação montanhosa que separa as províncias da Huíla e do Namibe.

Nos seus 20 km de extensão, a estrada preserva uma importante herança da história colonial do País. A via, recorde-se, começou a ser construída pelos portugueses no final do século XIX e só foi concluída nas vésperas da independência, em 1974. “Os murais estavam todos pichados, com palavrões. Esse colectivo pintou tudo de branco, para então aplicar os grafites. Os desenhos estão ligados à ancestralidade, ao passado, para construir o presente, na perspectiva do futuro”, explica Badaró.

Cores fortes dão vida a mulheres mucubais ou mumuilas, heróis e símbolos nacionais, como a rainha Njinga, ou a bandeira do País, com a sua catana, a estrela e a roda dentada, em fundo preto e vermelho.

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