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O Grande Gatsby: Viver à grande e a subir sem limites!

23/01/2017 - 11:00, Life & Arts

Sonhos de grandeza e desejos inconfessáveis mesclados numa história de amor e de construção de uma sociedade.

Por Carlos Muyenga 

carlos.muyenga@mediarumo.co.ao 

O que terá borbulhado na mente do realizador, guionista e produtor Buz Luhrmann quando leu pela primeira vez o livro The Great Gatsby? Bem, o mesmo que muitos dos que viram as quatro adaptações anteriores para o cinema, ou seja, isto é actual. Então, o desafio de pegar nesta obra emblemática tornara-se maior para Luhrmann, porque tinha de fazer um filme que superasse o sucesso das versões anteriores, inclusive a de 1974 (que era mais dramática e com menos holofotes), baseado na obra homónima do escritor norte-americano F. Scott Fitzgerald. O contexto em que se baseou o livro traz à memória o pós-I Guerra Mundial e a prosperidade da América na década de 1920, antes da grande depressão. Ao mesmo tempo, a proibição de produção e consumo de bebidas alcoólicas favoreceu o aumento do número de milionários fora do circuito de venda de mercadorias e do crime organizado. Buz Luhrmann traz tudo isto na sua versão de 2013, que incorpora drama, romance, uma grande pitada de holofotes e extravagância.

Entretanto, passaram-se 42 anos até que a ideia de fazer um remake do filme contracenado por Robert Redford e Mia Farrow viesse a concretizar-se. No novo remake, Buz Luhrmann contou com a ajuda do guionista da versão de 1974, o célebre Francis Ford Coppola.

Em resumo, a trama acontece sob a narração de Nick Carraway (Tobey Maguire), um jovem comerciante do Midwest, que se torna amigo do seu vizinho Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio), um bilionário conhecido pelas festas animadas que dava na sua mansão em Long Island.

A fortuna de Gatsby é motivo de rumores, nenhum dos convidados que Nick conhece na festa de Gatsby sabe bem o passado do anfitrião.

Nick também visita Tom Buchanan ( Joel Edgerton), um antigo atleta universitário abastado, e sua mulher, Daisy (Carey Mulligan), que é prima de Nick.
Mais tarde, Nick descobre que o milionário só mantinha essas festas na esperança de que Daisy, seu antigo amor, fosse a uma delas por acaso. Daisy e Gatsby começam a ter um caso após um encontro arranjado.

através de Nick, a pedido de Gatsby. Eventualmente, numa cena explosiva num hotel em Manhattan, Tom percebe o amor de Gatsby por Daisy e alega que Gatsby é um gangster. Tom diz que esteve a pesquisar sobre o milionário e expressa o seu ódio por ele através de acusações de prática de actividades ilegais. O desenrolar das cenas seguintes leva a um final trágico, com mortes acidentais e intencionais, resultantes de excessos, perdas, vingança e depressão, tudo misturado.

Este filme é a revelação dos sonhos de grandeza, ostentação e desejos inconfessáveis, mesclados numa história de amor e de construção de uma sociedade próspera. Uma sociedade de homens visionários e audaciosos. É mais do que isso, uma crítica aos estilos de vida. Muitas vezes, as pessoas mais abastadas são irresponsáveis, sobretudo pela forma como lidam com o dinheiro. A obsessão pelo materialismo sem limites e a falta de moral trazem consigo uma certa decadência.

Em relação à banda sonora, bastam as palavras do realizador: “Fitzgerald pôs a música do seu tempo no livro, eu fiz o mesmo com o filme, pus a musica desta época.” Produzida grande parte por Jay Z, com mixagens surpreendentes, nas vozes de André 3000 e Beyoncé. Outras participações, incluem-se versões da malograda Amy Winehouse.

O filme facturou só nos EUA 144,8 milhões USD, 204 milhões USD noutros países, amealhando no total pelo menos 348,8 milhões USD.
The Great Gatsby venceu os Óscares de 2014 de Melhor Guarda-Roupa e Design de produção.

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