Mercado

O menino-bonito da Rolls-Royce

01/10/2015 - 11:38, + Mercado, Life & Arts

O novo Dawn mostra que os ricos ainda querem conversíveis no valor de 335 mil USD.

Fotografia DR

O novo conversível Dawn, da Rolls-Royce, é um sinal de que ainda existe mercado para veículos sem capota entre aqueles que têm no bolso 335 m il USD ara gastar, assim, de um momento para o outro, num ápice, num pequeno grande carro de luxo.
A marca da BMW AG lançou o modelo de duas portas por meio de um webcast, este mês, após uma década de quedas nas vendas de carros conversíveis em todo o sector. Osconsumidores do mercado de massa que querem algo desportivo podem ter optado pelos SUV, mas os ultra-ricos podem ter ambos. Três conversíveis voltados para esse tipo de consumidor foram lançados no Salão Internacional do Automóvel de Frankfurt: o Dawn, o Ferrari 488 Spider e uma versão semiconversível do Mercedes-Benz Classe S.
Antes sinónimo de liberdade e rebeldia e disponível em todas as categorias de preço, os carros conversíveis estão a transformar-se em brinquedos quase exclusivamente para ricos. E há suficiente dinheiro à disposição na elite do mundo para levar a Rolls-Royce a desenvolver o Dawn.
“Os milionários vão comprar este carro”, assegura Tim Urquhart, analista da empresa de pesquisas de mercado IHS Automotive em Londres.
As vendas de conversíveis caíram 51% em relação ao pico de 2004, para 409770 carros no ano passado, enquanto as entregas de SUV se multiplicaram quase quatro vezes, para 12,3 milhões, segundo dados da IHS. Embora as novas versões conversíveis do Ford Mustang, do Chevrolet Camaro e do BMW Série 2 possam ajudar a empurrar esses números para cima até 2020, as vendas não retornarão ao nível de 2004, disse Urquhart.
O mercado destes conversíveis está difícil. A Volkswagen já retirou de linha o Eos, direccionado ao mercado popular. A Renault interrompeu a produção do Wind e da versão semiconversível do Mégane. A Ford Motor colocou o Thunderbird na geladeira em 2005 e hoje vende conversíveis apenas como parte da sua linha Mustang. Parte do declínio dos conversíveis deve-se à mudança de foco das fabricantes de automóveis para a China, onde os consumidores de veículos de luxo não sonhariam em dirigir um carro aberto pelas cidades devido ao ar contaminado. Com o mercado automóvel chinês em queda, contudo, esse pode não ser um momento tão mau para lançar um modelo de nicho que não esteja focado no país asiático, disse Urquhart.

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