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Os filmes de Kirk Douglas

14/12/2016 - 09:23, + Mercado, Life & Arts

Celebramos nesta semana os 100 anos de vida de um dos grandes ícones de Hollywood.

Por Paulo Narigão Reis

O cinema festejou, na última sexta-feira, o centenário de vida de Kirk Douglas, um dos mais icónicos actores da idade de ouro dos grandes estúdios, uma verdadeira força da natureza que trabalhou com (quase) todos os grandes realizadores da máquina de sonhos de Hollywood. Em jeito de celebração, escolhemos cinco da quase centena de filmes em que participou, numa carreira de 70 anos em que foi também produtor e realizador.

O Grande Ídolo (1949)

Em 1949, três anos depois da estreia cinematográfica em O Estranho Amor de Martha Ivers, Kirk Douglas mostrou ao mundo que possuía o estofo de que são feitos os grandes actores. Em O Grande Ídolo (The Champion, no título original, o actor veste a pele de Midge Kelly, um pugilista ambicioso, mulherengo e pouco escrupuloso. A interpretação de Douglas no filme de Mark Robson, possivelmente um dos filmes de boxe mais injustamente subavaliados, conseguiu, ao tempo, agarrar quer o público quer a crítica e valeu-lhe a primeira nomeação para o Óscar de Melhor Actor, que perderia para Broderick Crawford, por A Corrupção do Poder. Seja como fosse, nascera uma estrela.

O Grande Carnaval(1951)

Billy Wilder, um dos maiores nomes do film noir, viu em Kirk Douglas o actor ideal para dar corpo a Chuck Tatum, um jornalista cínico cuja ambição não impediu que caísse em desgraça. O Grande Carnaval (Ace in the Hole, no título original) não foi bem recebido, mas tornou-se naqueles filmes a que o tempo dá estatuto de obra-prima. A crueza (e malvadeza) do argumento e o cinismo da personagem de Douglas caíram mal numa época em que era malvisto bater em respeitáveis instituições da sociedade americana como eram o governo e a imprensa. A Europa viu a coisa de maneira diferente e ofereceu-lhe o Leão de Ouro do Festival de Veneza.

Cativos do Mal (1952)

Vincente Minnelli, que foi muito mais do que um realizador de musicais, escolheu Kirk Douglas para co-protagonizar, com Lana Turner, o melodramático Cativos do Mal (The Bad and the Beautiful, no original), fita sobre o lado negro de Hollywood que, reza a lenda, foi inspirada no produtor David O. Selznick. A prestação de Douglas no papel de Jonathan Shields , um produtor de cinema com tanto de sedutor como de manipulador, valeu-lhe a segunda nomeação para Melhor Actor.

A Vida Apaixonada de Van Gogh(1956)

Se existissem dúvidas quanto à versatilidade de Kirk Douglas, ficaram desfeitas em A Vida Apaixonada de Van Gogh (Lust for Life, onde encarna exemplarmente o papel do artista torturado. O filme, realizado por Vincente Minnelli, proporcionou a Douglas a terceira nomeação para o Óscar de Melhor Actor.
Spartacus (1960)

A melhor história de Kirk Douglas no que a Spartacus diz respeito não está relacionada com o famoso gladiador a que deu vida. O filme, realizado por Stanley Kubrick, foi produzido por Douglas, que conseguiu reunir os 12 milhões USD que custou a fita e teve a coragem de creditar o argumentista Dalton Trumbo, que fazia parte da famigerada lista negra saída do macarthismo.

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