Mercado

Dina Washington: A rainha do ‘rhythm & blues’ dos anos 50

21/12/2016 - 11:58, + Mercado, Life & Arts

Dinah Washington (Ruth Jones) nasceu em Tuscaloosa, Alabama, em 28 de Agosto de 1924 e faleceu em Detroit, Michigan, em 11 de Dezembro de 1963. Ainda adolescente começou a cantar em igrejas acompanhada pela mãe, professora de música.

Por Katila de Jesus 

Aos 15 anos ganhou um concurso amador no Chicago Regal Theater e logo começou a cantar em locais nocturnos. O primeiro a perceber o seu enorme talento foi Joe Glasser, em 1943, depois de assistir a um dos seus shows em Chicago, apresentando-a a Lionel Hampton, que a contratou de imediato para a sua big band, onde permaneceria até 1946.

Foi nessa época que mudou de nome, sob sugestão de Hampton.

A sua primeira gravação para a Keynote incluía os temas Evil Gal Blues e Salty Papa Blues, composições e arranjos para o sexteto de Hampton feitos pelo crítico Leonard Feather.

Dinah permaneceu no grupo pouco mais de dois anos, até que foi contratada pela Apollo para iniciar a sua carreira solo. As suas primeiras gravações, no Outono de 1946, foram Chewing Woman Blues, Rich Man Bluese Wise Woman Blues, temas clássicos de rhythm & blues, não muito originais.

Seja como for, sua história com a Apollo não foi muito duradoura. Já em 1948, por interesse do seu agente, Ben Bart, foi contratada pela Mercury, gravando West Side Baby. Em 1959, lançou o seu maior sucesso, What a Difference a Day Makes, interpretada posteriormente por Sarah Vaughan e Esther Phillips.

A partir dos anos 50 foi baptizada como a rainha do rhythm & blues, e em todo o ano três ou quatro músicas suas ocupavam os 10 primeiros lugares das paradas de sucesso. Na época do auge do rhythm & blues gravou também outros géneros musicais, com grande sensibilidade e inteligência, adaptando-se a diferentes estilos.

Com efeito, a partir de 1959, os seus discos ultrapassaram as fronteiras raciais do mercado, oferecendo ao cenário musical da época um estilo único e original, que misturava as características fundamentais dos sucessos de jazzde Billie Holiday com os bluesde Bessie Smith e os gospels de Mahalia Jackson. Tratava-se de uma nova voz feminina, capaz de cantar as doces melodias de Cole Porter ou rugir os bluesde Bessie Smith, de imitar os gestos sensuais de Marylin Monroe ou se exprimir solene na tradição musical dos afro-americanos.

Nos anos 60 alcançou um enorme sucesso com This Bitter Earth, que revelava uma profunda amargura por seus casamentos malsucedidos. Pouco tempo depois abandonou a Mercury, e assinou um contrato mais vantajoso com a Roulette.

Em Dezembro de 1963, com a intenção de mudar de imagem, iniciou uma drástica dieta de emagrecimento. Na noite de 14 do mesmo mês, depois de ter bebido em excesso e não conseguido dormir, tomou uma overdosede soníferos. Tal mistura fatal acabou com a sua vida, privando o público de uma grande artista, de uma cantora de extraordinário talento.

Gosta deste artigo? Partilhe!

Deixe o seu comentário

You must be logged in to post a comment.