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Tânia da Rosa

17/09/2015 - 10:49, + Mercado, Brunch with

Simpática e sempre bem-disposta, a empresária fala da sua vida profissional e revela a sua veia humanitária para com os mais carenciados.

Por Vânia Andrade | Fotografia Njoi Fontes

Tânia da Rosa é uma mulher que não passa despercebida aos olhos de quem a vê, por estar sempre disponível a fazer o bem e a ajudar os mais carenciados, sobretudo crianças. “Sou muito curiosa e sempre gostei de prestar apoio às pessoas”, afirma.

Empresária e proprietária da empresa que leva o seu próprio nome: Tânia da Rosa Lda., uma organização prestadora de serviços e promotora de eventos, a entrevistada nasceu há 34 anos, em Luanda, no Bairro do Prenda.

A conversa, na qual contou a sua trajectória de vida, teve lugar na esplanada do Hotel Trópico, em Luanda, lugar cativo também desenhado para encontros de negócios e convívios. A empresária esteve na organização da reunião dos Ministros das Finanças e Governadores dos Bancos Centrais de África (Caucus Africano), que Luanda albergou nos dias 27 e 28 de Agosto último.

Tânia da Rosa revela ter tido uma infância baseada numa educação religiosa e a encarar os problemas de frente. “Os meus pais educaram-me de forma a lutar para ganhar o pão e a correr atrás dos nossos objectivos. Este facto influenciou naquilo hoje sou.”

Em 1986, aos 4 anos, em companhia dos seus progenitores, Tânia da Rosa viaja à então União Soviética, fixando-se na Federação Russa durante três anos, onde o pai fez formação militar.

De regresso ao País, Tânia da Rosa estudou na escola de formação São Domingos e posteriormente na escola cubana, conhecida como Quinta Rosalinda, na capital do País. Antes de entrar para o ensino superior, passou ainda pelo Pré-Universitário de Luanda.

Revela ter começado a sua formação superior na Universidade Lusíada de Angola, tendo terminado o curso na Universidade Óscar Ribas, formando-se em Relações Internacionais. “Na verdade, não era bem aquilo que eu pretendia seguir. Fi-lo por orientação do meu pai, devido à bolsa de estudo que tinha obtido para mim na época”, disse.

Onde tudo começou Com apenas 17 anos, em 1996, Tânia da Rosa organizou o seu primeiro evento no bairro em que vivia, com a produção do primeiro concurso de beleza infantil do bairro. “Próximo à minha casa havia um prédio inacabado, onde residiam deslocados de guerra. Decidi que num dia desses tinha de oferecer alimentos e brinquedos àquelas crianças carentes, mas, para isso, tinha de criar um evento para angariar presentes”, explica.

Organizou, conforme disse, o concurso Miss Infantil, 1 de Junho. Batendo de porta em porta de vizinhos, Tânia da Rosa pôde angariou alguns brinquedos e alimentos para os necessitados, e descobriu assim o seu lado humanitário e social. Diz que foi uma das primeiras pessoas que prestaram auxílio às crianças da antiga lixeira do Golf II, dando-lhes alimentos.

Aos 19 anos, apoiou igualmente algumas crianças portadoras de deficiência da cidade do Lubango, província da Huíla, fornecendo-lhes medicamentos. Em 2010, a Tânia da Rosa Lda foi a agência responsável pelo protocolo da Taça Africana das Nações (CAN 2010), em Luanda, que o País organizou em quatro cidades. “Julgava não ter capacidade para tamanha responsabilidade, mas aceitei o desafio, tendo no final dado tudo certo”, notou.

Este evento, segundo as suas palavras, foi o ponto de partida para a organização de grandes eventos, como workshops e cimeiras internacionais. Mãe, esposa, dona de casa e empresária Casada e mãe de três filhos, Tânia da Rosa considera a família uma bênção de Deus, e tenta transmitir aos filhos o sentido e o valor da vida “para que aprendam a não esbanjar, a respeitarem-se uns aos outros e ao próximo”.

Confessa que adora comprar sapatos. E conta também que uma das suas qualidades é ser boa demais para com as pessoas, perdoando inclusive quem lhe faz mal. Estar com a família é prioridade na vida de Tânia da Rosa, pois adora passear, ir ao cinema, aproveitando ao máximo o tempo de sobra para estar com o marido e os filhos.

Viaja sempre em família Brasil e África do Sul são os seus países predilectos. A nível nacional, gosta de fazer viagens pelas províncias do interior. É fã de viaturas de marca Range Rover. Adora ler, mas o tempo não lhe permite. Por isso, sempre que pode, não dispensa a Bíblia Sagrada.

A sétima arte faz parte da sua vida, sendo Denzel Washington o seu actor preferido. Revela também que aos 13 anos jogou basquetebol na expectativa de ganhar um pouco mais de altura. Foi sol de pouca dura, uma vez que acabou por desistir muito cedo.

Nesta altura, pratica apenas a ginástica, tendo montado um ginásio em casa. Tânia da Rosa veste-se de maneira formal no dia-a-dia, mas, sempre que possível, veste-se por forma a sentir-se “mais confortável e relaxada”, conta, frisando que, por ser “baixinha”, não se sente cómoda com calçados rasos, mas estando informal acaba por render-se.

Não dispensa um pé-de-dança, mas raramente vai à discotecas, preferindo uma festa de quintal, com a família, amigos e parentes próximos. Sente-se uma mulher realizada. “Tenho uma família maravilhosa e abençoada por Deus, e isto é o essencial”.

A nível profissional, diz que só Deus sabe do seu futuro. “O meu objectivo foi já alcançado, mas sei que consigo chegar mais além.” Gostava, de acordo com o que disse, de ser ministra da Reinserção Social. “Trata-se de algo que tem que ver comigo, uma vez que adoro ajudar o próximo e acabo por me divertir trabalhando.”

Pensa em formar-se em Gestão de Empresas, de maneira a aperfeiçoar o seu trabalho empreendedor. Considera-se uma mulher polivalente, na medida em que consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Vaidosa, gosta de estar sempre bem vestida e apresentável, dispensando marcas. Nota que raras vezes vai ao cabeleireiro, preferindo tratar-se em casa. Tânia da Rosa tem seguido uma dieta exemplar, com uma alimentação saudável, segundo precisou. Fruto disso, ela, que estava acima do peso (não disse quantos quilos tinha), conseguiu perder 15. “O mais importante para mim é que não falte pão aos meus filhos”.

Um bocado para mim é o suficiente, e não preciso de ter milhões para me sentir realizada. Por isso, aconselho a juventude a lutar pelos seus objectivos. Eu lutei e graças a Deus, estou a alcançar os meus”, afirma.

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1 Comentário

  1. Tânia 02/10/2015 - 18:06

    Eu sou uma grande fã da Dona Tânia da Rosa..
    Quem me dera um dia poder ter acesso a um contacto, e-mail, nome do Facebook ou qualquer coisa que me desse a honra de com ela falar, mesmo que fosse a distância…..

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