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The Tourist: Quando as aparências enganam…

27/03/2017 - 10:00, + Mercado

Uma história sobre ética e profissionalismo, mesclada de glamour e elegância. Um mix desuspense, drama e acção, numa suave história de “gato e rato” à moda antiga.

Por Rosimaria Sousa

rosimaria.sousa@mediarumo.co.ao 

The Tourist, ou, se preferir, O Turista, é um filme lançado em 8 de Dezembro de 2010, que teve tudo para dar certo – na direcção, o consagrado realizador alemão Florian H. von Donnersmarck (vencedor do Óscar de melhor filme estrangeiro em 2006), do outro lado, um elenco de actores de primeira linha, nomeadamente, Angelina Jolie, Johnny Depp, Timothy Dalton, entre outros.

E pronto, a receita perfeita, mas que nem tanto, pelo menos para os fãs mais cépticos do mundo da sétima arte. Ainda assim, amealhou uma receita acima dos 278,3 milhões USD.

O enredo desenvolve-se todo na maravilhosa cidade de Veneza (Itália) e faz-nos debruçar sobre a história de uma agente secreta, Elise (Angelina Jolie), à captura de um fugitivo da máfia. Pelo meio, há ainda a polícia italiana e os agentes da Interpol.
Mas começa em Paris, quando Elise, uma misteriosa e bela mulher, está num café, sendo vigiada por agentes secretos, e recebe um bilhete misterioso, dizendo para entrar num comboio às 8 horas e 22 min, com destino a Veneza.
Entretanto, é uma mulher capaz de enganar todos os agentes que a seguem, passar por uma estação de metro lotada e, ainda assim, não amassar o seu vestido nem perder a classe.

Ela tem de conhecer um sujeito, cujas características se assemelham às de Pearce ( Johnny Depp), e assim pode enganar tanto os agentes quanto os mafiosos que os perseguem.

A história torna-se cada vez mais interessante, porque a pessoa que ela escolhe, um professor de Matemática, Frank Tupelo ( Johnny
Depp), que supostamente está de férias em Veneza, pode ser mais do que diz ser. A partir daí, começa o jogo de sedução, suspense, perigos e enganos. Sem saber que, na realidade, Frank Tupelo e Alexander Pearce são a mesma pessoa. É que ela viveu por um ano, enquanto agente infiltrada, com Alexander Pearce, que escapa depois, sendo procurado pela polícia devido a sonegação de impostos (em torno de 700 milhões de libras, cerca de 143,7 mil milhões Kz), mas agora, todos desconhecem o rosto de Pearce, até mesmo Elise, uma vez que ele se submeteu a várias cirurgias plásticas, para não deixar rasto.

Logo, Frank torna-se alvo de Reginald Shaw (Steven Berkoff), um poderoso gangster russo que teve mais de 2,5 mil milhões USD roubados por Pearce e que não vê a hora de o apanhar.

Nesse corre-corre, Elisa vê-se inclinada a proteger Frank, uma vez que por sua culpa está a ser perseguido inocentemente.

A partir daí, tudo fará para o proteger. O desfecho dessa história vai-se tornando cada vez mais interessante à medida que se desenrola. Mas nem tudo é o que parece, cada joguinho de glamour, elegância, num mixde suspense, drama e acção, numa dose de espionagem, faz dessa bela e suave história um jogo perigoso à moda antiga. No entanto, a lição que tiro desse filme tem que ver, por um lado, com a atitude do agente John Acheson (Paul Bettany), que tenta a todo custo provar que Frank é um criminoso, mas está apaixonado por Elise.

Isto afecta a sua liderança, num momento tão crucial, fá-lo cometer erros tácticos, colocando os seus ciúmes acima da sua responsabilidade.
Por outro lado, questiono o profissionalismo de Elise, que no final descobre que durante todo o tempo esteve a conviver com a mesma pessoa, e que ama os dois homens, presentes num só.

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