Mercado

63 propostas para construção de refinarias em Angola

01/02/2018 - 18:00, Markets

Uma comissão esteve reunida nesta quarta-feira, na sede da Sonangol E.P, com os representantes das empresas nacionais e estrangeiras interessadas em investir no sector da refinação no País.

A Comissão criada pelo Presidente da República para analisar as propostas técnicas, económicas e financeiras, capazes de viabilizar a construção de refinarias em Angola, já acusou a recepção de 63 propostas de empresas nacionais e estrangeiras.

Entretanto, a referida comissão esteve reunida nesta quarta-feira, na sede da Sonangol E.P, com os representantes das empresas nacionais e estrangeiras interessadas em investir no sector da refinação no país, para definição de um alinhamento e a apresentação do conjunto de procedimentos a observar, por parte entidades.

A orientação presidencial que levou ao lançamento do concurso para a construção de refinarias em Cabinda e no Lobito teve em consideração o facto da actual produção de refinados no país, pela Refinaria de Luanda, representar apenas 20% das necessidades do mercado.

Outro factor que concorreu para o lançamento do concurso para construção de refinarias tem a ver com os altos custos para o país com a importação de 80% dos referidos produtos e a existência de iniciativas, já em fase de materialização, de construção de uma refinarias no Lobito, pela Sonangol.

A efectivação dos projectos levará a construção de uma refinaria de alta conversão no Lobito, até 2022, com a capacidade de processar até 200 mil barris de petróleo/dia e outra em Cabinda com capacidade por definir, mediante estudos, de acordo com o comunicado oficial.

Por outro lado, a Sonangol firmou já um acordo com a petrolífera Italiana, a ENI, para a optimização da refinaria de Luanda, no prazo de 24 meses, que lhe permitirá um processamento de crude superior à sua actual capacidade
nominal de 65 mil barris/dia.

“Estas realizações visam tornar Angola auto-suficiente em matéria de produção de refinados, estancar a exportação de divisas com a importação destes produtos, agregar valor às ramas angolanas, criar condições para o desenvolvimento da indústria petroquímica, com potencial de se tornar ancora para o desenvolvimento de um vasto leque da actividade industrial nacional, arrecadar divisas através da exportação de excedentes para os mercados regionais e não só, promover o conteúdo local em matérias primas e geração de emprego”, avança o documento.

Estiveram presentes no encontro o secretário de estado dos Petróleos, Paulino Jerónimo, o Presidente do Conselho de Admistração da Sonangol, Carlos Saturnino, o Director Nacional dos Petróleos, Amadeu Azevedo, membros executivos e não executivos do Conselho de Administração, a Vogal da Sonangol Refinação, Ana Fançony e mais de centena e meia de figuras afectas às entidades interessadas neste processo concursal para o aumento da refinação em Angola.
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