Mercado

Negócios em bolsa abrandam na segunda metade do ano

11/11/2016 - 10:30, Bodiva

Nos primeiros seis meses do ano foram movimentados cerca de 128,8 mil milhões Kz fruto negociação de mais de 6,2 milhões de bilhetes e obrigações do Tesouro.

Por André Samuel

andre.samuel@mediarumo.co.ao

De Julho a Outubro, as negociações em bolsa registaram sucessivas desacelerações no montante transaccionado.

A variação entre o início do 2.º trimestre face ao 3.º foi de 50%, passando de 49,5 para 21,4 mil milhões Kz.

Na variação mensal, Outubro representou um abrandamento de 7% face ao mês anterior, uma redução de 1,6 mil milhões ante os 23,1 mil milhões Kz negociados naquela data.

O cenário inverte-se na análise homóloga, que evidencia de forma abrupta o crescimento dos resultados das operações no mercado regulamentado da BODIVA, que aumentou em 142% no mês passado face a igual período de 2015. Em Outubro do ano passado, foram transaccionados neste mercado 8,8 mil milhões Kz.

De salientar ainda que, nesta parte do ano, foram movimentados cerca de 128,8 mil milhões Kz fruto da negociação de mais de 6,2 milhões de bilhetes e obrigações do Tesouro.

De acordo com o relatório de negociação da BODIVA, em Outubro, relativo ao desempenho dos agentes de intermediação, as operações de registo foram realizadas pelo Banco Angolano de Investimentos (BAI) com 26,5% das negociações, Banco de Fomento Angola (BFA) com 25%, Banco Regional do Keve (BRK) com 15%, Banco Millennium Atlântico (BMA) com 11,4%, Standard Bank Angola (SBA) com 10,2%, Banco Internacional de Crédito (BIC) com 8,6% e o Banco de Negócios Internacional (BNI) com uma quota de 3,4% do montante total dos negócios registados.

Transparência, confiança e protecção dos investidores

O registo das transacções no MROV, ao dar a conhecer a todo o mercado os termos dos negócios (preço e quantidade) efectuados, irá concorrer para o aumento da transparência e da confiança dos investidores, bem como para a formação de uma curva de preços para os activos nele registados, que deverão servir de referência para futuras transacções.

Neste sentido, todo e qualquer investidor que pretenda transacionar títulos de dívida do Estado angolano deverá contactar os intermediários financeiros licenciados pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC) e registados na BODIVA.

Para a devida protecção dos investidores não institucionais, a BODIVA irá, em breve, promover a constituição de um fundo de garantia.

O artigo 40.º do Regime Jurídico das Sociedades Gestoras de Mercados Regulamentados (Decreto Legislativo Presidencial n.º 6/13, de 10 de Outubro), determina que as SGMR constituam ou promovam a constituição de fundos de garantia.

Estes fundos visam ressarcir os investidores não institucionais pelos danos sofridos em consequência da actuação de qualquer membro do mercado ou agente de intermediação autorizado a receber e transmitir ordens para execução e dos participantes nos mercados.

A melhoria dos serviços prestados por todas as instituições financeiras, e pela própria BODIVA, bem como a prevenção de más práticas comerciais, depende da vigilância exercida pelos reguladores e pela BODIVA, mas depende também dos próprios investidores.

Assim, a BODIVA pretende que os investidores denunciem qualquer prática errónea para o seguinte contacto: denuncias@bodiva.ao.

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