Mercado

Sector do comércio lidera venda de títulos indexados

17/11/2017 - 12:34, Bodiva

Empresas realizam liquidez vendendo no mercado secundário títulos de dívida pública entregues pelo Estado para pagamento de serviços prestados.

Por André Samuel 
andre.samuel@mediarumo.co.ao

As empresas do sector do comércio a grosso e a retalho foram as que mais negociaram na posição compradora no Mercado de Bolsa de Títulos de Tesouro (MBTT) durante o terceiro trimestre do ano, movimentando cerca de 30,22 mil milhões Kz, indica o relatório do período publicado pela Bolsa de Dívida de Valores de Angola (BODIVA).

Segundo a instituição, tal deve-se ao facto de estas empresas utilizarem títulos indexados para se protegerem da desvalorização cambial.

Os principais vendedores foram as empresas do sector da construção, com 17,76 mil milhões Kz, seguidas das do sector de prestação de serviços, com 4,75 mil milhões Kz.

Estas empresas, recorde-se, receberam títulos de dívida pública como forma de pagamentos por serviços prestados ao Estado. E, agora, comercializam esses títulos no mercado secundário.

Em geral, no que se refere aos comitentes finais dos negócios realizados durante o terceiro trimestre de 2017, existe uma prevalência dos agentes de intermediação e dos clientes-empresas, que respondem, respectivamente,  por  53,45%  e 41,99% do montante negociado.

Já os clientes particulares representaram apenas 4,55%. Quando analisadas as operações de compra, verifica-se que os client es- empresas representaram 76,20% do montante total, sendo que os agentes de intermediação e os particulares foram responsáveis por 16,64% e 7,16%, respectivamente. No que se refere às operações de venda, segundo a BODIVA, os agentes de intermediação representaram  78,36%  do  montante  total, logo seguidos pelos clientes empresa  e  pelos  clientes  particulares (20,23% e 1,41%, respectivamente).

A análise aos preços praticados foi segmentada por clientes individuais (pessoas singulares) e colectivos (empresas). Relativamente aos particulares, pagaram um prémio de até 4,7% para adquirirem os títulos de dívida pública (preço de compra) e receberam um desconto de até 7,5% para aliená-los.

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