Mercado

Cinco passos para investir na BODIVA

03/11/2016 - 09:39, Bodiva, Markets

Acompanhe em cinco passos como pode, segundo as recomendações da BODIVA, tornar-se num investidor de mercados regulamentados.

Por André Samuel 

andre.samuel@mediarumo.co.ao

A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), enquanto entidade gestora de mercados regulamentados, publicou na sua plataforma electrónica um conjunto de orientações destinadas a quem quiser tornar-se um investidor nos mercados BODIVA. Eis cinco passos para se tornar num investidor deste mercado.

Definir objectivos

Antes de investir, é necessário que defina os objectivos claros e precisos, como por exemplo a compra de um imóvel, a sua formação académica, planear a sua reforma. Adicionalmente, deverá ponderar sobre o que pretende fazer com os fundos de que já dispõe e o horizonte temporal em que espera obter os resultados esperados, isto é, como e durante quanto tempo gerar o rendimento que lhe permita alcançar os objectivos definidos inicialmente.

Escolher um intermediário financeiro

É através de um intermediário financeiro (IF) que o investidor tem acesso à bolsa de valores. Classificam-se como IF os bancos, as sociedades corretoras e as sociedades distribuidoras, devidamente licenciados pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC) e autorizados pela BODIVA a prestar, pelo menos, serviços de recepção e execução de ordens nos mercados regulamentados. Os mesmos podem também exercer o papel de consultor financeiro, prestando assim serviços de consultoria e/ou gestão de carteira aos seus clientes. Na escolha de um IF, é importante ponderar os serviços que o mesmo disponibiliza e respectivas comissões associadas.

Desenvolver uma estratégia de investimento

Cada investidor tem a sua própria relação com o risco. Deve, por isso, proceder a uma análise em que identifique factores como fundos disponíveis para investimento, horizonte temporal, rendimentos, despesas fixas, dívidas, projectos futuros, entre outros, o que irá permitir traçar uma estratégia de investimento que se adeqúe ao perfil de risco – a sua maior ou menor tolerância ao risco. Se assim entender, o investidor poderá delegar a definição da sua estratégia de investimento ao seu IF, que após análise fundamentada deverá apresentar uma estratégia de investimento ajustada ao perfil de risco do investidor.

Identificar a empresa a investir

Antes de investir numa empresa, é importante conhecer as suas estratégias, perspectivas de crescimento e comportamento do sector de actividade no qual está inserida. Deverá preferir aquelas que demonstrem, entre outros aspectos, potencial de crescimento, robustez, transparência, eficácia e eficiência no uso de recursos, bem como modelos de governo e de sistemas de controlo interno de acordo com as boas práticas.

Nesta fase, o investidor deve ainda decidir se quer tornar-se credor da empresa, com datas e condições de reembolso predefinidas, ou se prefere ser co-proprietário da empresa, sendo os rendimentos que resultam desta opção mais incertos. A primeira modalidade implica investimento através de obrigações, enquanto a segunda o torna accionista por via de aquisição de acções. De sublinhar que o investidor pode assumir, na mesma empresa, os dois papéis, ou seja, de credor/obrigacionista e de accionista.

Enviar a ordem de compra ou venda

Completados os passos anteriores, o investidor solicita ao IF que insira a sua intenção de compra ou venda no mercado, especificando o instrumento financeiro que pretende negociar, o preço e a respectiva quantidade.

Após a inserção da sua intenção, o IF deverá fornecer-lhe o respectivo comprovativo.

Gosta deste artigo? Partilhe!

Deixe o seu comentário

You must be logged in to post a comment.