Mercado

Contas individualizadas conferem transparência e protecção ao investidor

30/06/2017 - 12:01, Markets

A CEVAMA efectuará com maior celeridade e precisão a liquidação e compensação das transacções na conta do investidor, bem como o tratamento dos juros e dividendos.

Por André Samuel 

andre.samuel@mediarumo.co.ao 

Os investidores do mercado de capitais já podem abrir contas em nome individual na Central de Valores Mobiliários de Angola (CEVAMA) para acompanhar com transparência as operações realizadas.

Segundo a BODIVA, o investidor deve ter uma conta na qual os títulos são depositados em seu nome, provando que são sua propriedade.
Esta conta pode ser aberta no banco (intermediário) ou ser centralizada, isto é, na CEVAMA/BODIVA.

A descentralização das contas permite a separação dos títulos que pertencem aos intermediários dos títulos dos clientes, o que acarreta vantagens. “Primeiro, simplifica o pagamento dos juros, dividendos e reembolso de capital. Segundo, salvaguarda o património dos clientes em caso de falência do intermediário.

Por fim, permite às autoridades competentes identificarem os detentores finais dos títulos, reduzindo, assim, os riscos associados à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo”, explicou ao Mercadoo director do Departamento de Estudos, Estratégia e Desenvolvimento da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), Carlos Vasconcelos.

Perante estes benefícios, os custos envolvidos são “irrisórios”. A abertura de conta implica o pagamento de despesas na ordem dos 1,000 Kz, acrescidos de 600 Kz para efeito de manutenção das contas trimestralmente.

Para o responsável, o desafio é fazer o investidor compreender as vantagens das contas individualizadas, para que não as encare como um custo.

“Trata-se de percepcionar, exactamente, as vantagens que decorrem deste processo, vantagens em termos da sua própria protecção e da carteira de investimentos”, afirma.

A distinção entre as contas do investidor e do intermediário permite ao supervisor do mercado proteger melhor os investidores em caso de insolvência e distinguir os riscos de um e de outro.

Há ainda vantagens fiscais, pois a clara divisão entre juros e dividendos das partes ajuda a apurar a matéria fiscal-colectável , que vai para as contas do Tesouro.

Leia mais, nesta edição do Jornal Mercado, já nas bancas.

Gosta deste artigo? Partilhe!

Deixe o seu comentário

You must be logged in to post a comment.