Mercado

Fidelity: FED deve subir juros três vezes este ano

21/01/2017 - 09:31, Markets

O novo ano deverá ficar marcado por uma viragem na política económica dos bancos centrais.

Por Ana Sanlez

A Reserva Federal dos Estados Unidos deverá subir as taxas de juro de referência em Março e em Junho, sendo que uma terceira subida vai depender da valorização do dólar. A previsão é de David Buckle, responsável da Fidelity pela criação de soluções de investimento, que apresentou na semana passada as perspectivas para 2017 nos mercados. Na visão do especialista, o novo ano deverá ficar marcado por uma viragem na política económica dos bancos centrais, a começar pelo FED. Segundo Buckle, “as políticas dos bancos centrais não estão a resultar”, e no que diz respeito aos Estados Unidos, o ano será definitivamente de viragem.

Apesar de prever que os próximos anos serão “desafiantes”, até pela crescente tensão geopolítica, o especialista da Fidelity está confiante sobre a recuperação da economia norte-americana.

“A retoma da inflação e a boa situação da maior parte dos indicadores económicos dão a entender que os juros vão subir”, destaca. Ainda assim, Buckle relembra que “a última vez que a inflação esteve ao nível a que está hoje os juros estavam nos 4%”, e que é muito improvável voltar a ver as taxas de referência ao nível que estavam antes da crise. No mercado cambial David Buckle antecipa uma subida do dólar, “mas pequena, porque a moeda já está cara”. Também o Banco Central Europeu cometeu erros com o programa de compra de ativos, considera o especialista, para quem “as taxas de juro muito baixas prejudicam o sistema financeiro”.

Ainda assim, a inflação da zona euro deverá atingir o nível desejado próximo dos 2%, na visão do responsável.
Além de David Buckle, também Andrea Iannelli, Diretor de Investimentos, e Ángel Agudo, Gestor de Portfolio, apresentaram o Outlook para 2017. Os especialistas salientaram o Brexit e a presidência de Donald Trump como dois dos acontecimentos que vão determinar o rumo de 2017 nos mercados financeiros e na economia global.

David Bucker considera que a saída do Reino Unido da União Europeia “não vai favorecer nenhuma das duas economias”. Mas destaca que “apenas um terço da desvalorização da libra nos últimos meses teve que ver com o Brexit. O resto foi resultado das políticas do Banco de Inglaterra”. Sobre a nova liderança dos Estados Unidos,Andrea Iannelli é a favor do “benefício da dúvida” a Donald Trump nos primeiros meses.

*Dinheiro Vivo

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