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Inflação em Julho foi a mais alta dos últimos 11 meses

27/12/2016 - 09:25, featured, Markets

Para o mês de Julho, as classes de despesas que mais contribuíram para o aumento do nível geral de preços foram as de “Saúde” e “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas”.

Por Pedro Fernandes

pedro.fernandes@mediarumo.co.ao 

A variação dos últimos 11 meses do custo de vida na capital angolana atingiu o pico máximo em Julho, situando–se nos 4,04%, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta tendência é contrariada em Outubro, quando a inflação atingiu a variação mínima mensal fixando-se em 1,7%.

Para o mês de Julho, as classes de despesas que mais contribuíram para o aumento do nível geral de preços foram as de “Saúde” e “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas”.

Segundo o Instituto de Preços e Concorrência, a dificuldade de aquisição de divisas limitou a capacidade de reposição de stockdos comerciantes, gerando escassez de produtos no mercado e causando o aumento dos preços de venda ao consumidor.

O documento do Instituto Nacional de Estatística, que retrata o comportamento da inflação no País, refere que o nível geral do Índice de Preços no Consumidor (IPC) da cidade de Luanda registou uma variação de 2,13% entre o mês de Outubro e Novembro de 2016.

A classe “Comunicações” foi a que registou o maior aumento de preços, com 36,55%. Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes “Bens e Serviços Diversos”, com 3,44%, “Vestuário e Calçado”, com 3,41%, e “ Bebidas Alcoólicas e Tabaco”, com 3,16%, segundo a mesma fonte.

O INE informa ainda que houve incidência inflacionária em Novembro de 24 produtos seleccionados do cabaz, com maior contribuição para a taxa de variação do IPCN que, no seu conjunto, representam cerca de 7% do total, mas concentram cerca de 59,92% da taxa global de variação do IPCN em Novembro de 2016.

Embora a inflação tenha atingido a variação máxima mensal em Julho com 4, 04%, houve até Outubro uma desaceleração contínua, passando para 3,30% em Agosto e 2,14% em Setembro e 1,7% em Outubro. O mês de Novembro veio colocar “travão” à redução da inflação, tendo registado neste período uma alteração de 2,13%.
Concorreu para a redução dos preços dos produtos a evolução dos indicadores económicos que têm grande influência no poder de compra. O aumento do preço do Brent e a maior disponibilização de divisas por parte do BNA são também apontados como causa do efeito contraccionista no preço, tanto pelo aumento das importações (oferta) como pelo melhoramento da expectativa cambial.

A tendência decrescente da inflação registada nos meses de Agosto, Setembro e Outubro vem em linha com as medidas de política monetária implementadas pelo Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola (BNA), no sentido de conter a inflação no mercado. Facto assente é a estabilidade da taxa básica de juros definida em 16% pelo respectivo órgão.

A variação homóloga situa-se em 41,15 %, registando um aumento de 27,86 pontos percentuais com relação à observada em igual período do ano anterior.
As incidências do IPC

As províncias que registaram maior aumento foram: Cunene, com 3,11%, Moxico, com 2,89%, Bengo, com 2,39%, e Lunda Norte, com 2,31%. As províncias com menor variação foram: Bié, com 1,41%, Huíla, com 1,61%, Benguela, com 1,74%, e Huambo, com 1,78%.

Num quadro global, a classe “Comunicações”, com 36,36%, foi a que registou o maior aumento de preços.

Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção”, com 4,55%, “Bens e Serviços Diversos”, com 3,20%, e “Bebidas Alcoólicas e Tabaco”, com 2,90%.

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