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Maioria dos membros da Fed é favorável a uma nova subida das taxas de juro

25/05/2017 - 10:55, Markets

Atas da última reunião do comité de política monetária revelam preocupação de alguns membros com as políticas de Donald Trump.

Por Dinheiro Vivo 

A maioria do comité de política monetária da Reserva Federal (Fed) norte-americana é favorável a uma subida das taxas de juro “em breve”, mas alguns membros sublinharam a incerteza sobre as políticas do Presidente norte-americano.

De acordo com as atas da última reunião do comité, divulgadas esta quarta-feira, os membros da Fed permaneceram confiantes quanto à economia norte-americana, apesar de alguns considerarem que seria “prudente” confirmar que a diminuição do ritmo de crescimento no primeiro trimestre “foi provisória”.

Vários outros continuam a aguardar “clarificações” sobre os projectos económicos da Casa Branca e a inquietar-se com os riscos para a estabilidade financeira de uma redução da regulação financeira. Na reunião que terminou no dia 3 de Maio, a Fed deixou as taxas inalteradas, marcando uma pausa na lenta normalização da política monetária, devido designadamente aquela diminuição “temporária” da actividade e de uma ligeira descida da taxa de inflação.

A próxima reunião está marcada para 13 e 14 de Junho. Uma maioria de analistas espera que nesta ocasião a Fed decida uma nova subida da taxa de juro de referência em um quarto de ponto percentual (0,25%). “A maior parte dos participantes julgam que se as informações económicas se apresentarem como previsto, será apropriado dar um passo suplementar na normalização da política monetária”, escreveu-se no relatório da reunião. Mas vários participantes consideraram também que “uma clarificação das perspectivas orçamentais” da nova administração da Casa Branca “eliminaria uma fonte de incerteza”.

Durante a reunião, os membros do comité expressaram a intenção de começar a reduzir “este ano” os activos acumulados no balanço do banco central, devido à sua política excepcional de apoio à economia. “Quase todos os participantes indicaram que se a economia (…) evoluir como previsto, será provavelmente apropriado começar a reduzir os títulos detidos pela Fed”, referem as minutas. O balanço da Fed aumentou em cerca de 4,5 mil milhões USD em Obrigações do Tesouro e obrigações suportadas por créditos hipotecários, no seguimento das acções de suporte à economia em resposta à crise financeira de 2008.

A Fed indicou que vai deixar progressivamente de reinvestir o produto dos títulos que chegarem à maturidade (que sejam reembolsados) e analisar o processo na reunião de Junho. Este desinvestimento progressivo vai encerrar um capítulo da política designada em Inglês “Quantitative Easing” (facilitação quantitativa, que significa a injecção de dinheiro pelo banco central na economia, designadamente através da compra de títulos de dívida), conduzida pela Fed entre 2010 e 2014.

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